
De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe),
125 das 184 cidades pernambucanas decretaram situação de emergência,
sendo 117 reconhecidos pelo governo federal. São todos os 56 municípios
do Sertão, 61 no Agreste, oito na Zona da Mata e 1,19 milhão de pessoas
afetadas diariamente com a estiagem que é considerada pelo governo
estadual a mais perversa dos últimos 40 anos.
As cidades do Sertão e Agreste, mais distantes da Região Metropolitana
do Recife, estão sendo abastecidas por carros-pipa, já que barragens
como a de Rosário e de São José do Egito estão totalmente secas. Para
abastecer algumas cidades, como Brejinho, os carros precisam buscar água
em Maturéia e Teixeira, ambas na Paraíba, Estado vizinho.
Para agravar a situação, o gerente de meteorologia e mudanças climáticas
da Agência Pernambucana de Água e Clima (APAC), Patrice Oliveira,
afirma que não há como prever chuvas para os próximos meses no Sertão
pernambucano, região mais afetada. "Houve uma diminuição do aquecimento
das águas do Oceano Pacífico, o que é um bom sinal. O grande problema é a
bacia do Atlântico Sul, que está mais fria. Não há como prever seca nem
chuva para no Sertão com os dados técnicos atuais que estão disponíveis
nos Institutos de meteorologia", observou.
Preocupados com a situação, prefeito eleitos do interior enviaram na última quarta-feira uma carta ao governador Eduardo Campos (PSB) e ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, na qual pedem mais investimentos para a convivência com a seca. Eles reivindicam agilidade na conclusão das obras da Adutora do Pajéu, que abastecerá parte do Sertão, e de barragens locais. "Também queremos a instalação de um "gabinete de crise" que envolva órgãos federais e estaduais para uma força-tarefa desenvolver ações que nos ajude a conviver com a estiagem", comenta o prefeito eleito de Afogados da Ingazeira e articulador do grupo, José Patriota (PSB).
Preocupados com a situação, prefeito eleitos do interior enviaram na última quarta-feira uma carta ao governador Eduardo Campos (PSB) e ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, na qual pedem mais investimentos para a convivência com a seca. Eles reivindicam agilidade na conclusão das obras da Adutora do Pajéu, que abastecerá parte do Sertão, e de barragens locais. "Também queremos a instalação de um "gabinete de crise" que envolva órgãos federais e estaduais para uma força-tarefa desenvolver ações que nos ajude a conviver com a estiagem", comenta o prefeito eleito de Afogados da Ingazeira e articulador do grupo, José Patriota (PSB).