
A 'potência econômica' nordestina amarga mais um destaque negativo no
cenário nacional, o de estado onde mais pessoas são assassinadas; mais
de quatro mil pessoas foram assassinadas apenas em 2011, segundo
o Anuário Brasileiro de Segurança Pública; números mostram que em 2010 a
taxa foi ainda mais alta
Bahia 247
A Bahia é o estado brasileiro com o maior número de assassinatos
(4.380), seguido de São Paulo (4.194) e Rio de Janeiro (4.009). Alagoas é
o que registrou o maior número de homicídios por grupo de 100 mil
habitantes (74,5), em 2011, segundo a sexta edição do Anuário Brasileiro
de Segurança Pública divulgada nesta terça-feira (6/11) pelo Fórum
Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Na comparação com 2010, no entanto, as taxas recuaram 4% na Bahia, 3,7% em São Paulo e 9,9% no Rio de Janeiro, e cresceram 9,3% em Alagoas.
Na comparação com 2010, no entanto, as taxas recuaram 4% na Bahia, 3,7% em São Paulo e 9,9% no Rio de Janeiro, e cresceram 9,3% em Alagoas.
O anuário traz também um perfil dos presos brasileiros. Dos 471,25
mil presidiários, 93% são homens, 43,6% são pardos e 29,6% têm idade
entre 18 e 24 anos. Conforme o levantamento, a quantidade de presos
diminui a medida que a idade avança. Mais da metade têm entre 18 e 29
anos, total de 252,1 mil. Na faixa etária entre 30 e 34 anos, são 84,9
mil e aqueles de 35 a 45 anos somam 76,6 mil. Acima de 46 anos, são
aproximadamente 33,6 mil presos.
Apesar de o país ter quase 500 mil presos, existem apenas 295,41 mil
vagas no sistema prisional, o equivalente a 1,6 detento por vaga. A
proporção é pior nos estados de Alagoas (2,6), Pernambuco (2,4) e do
Acre (2,2), com déficit de 2,085 mil, 15,283 mil e 2,045 mil vagas,
respectivamente. Em números absolutos, no entanto, São Paulo é o estado
que precisaria abrir o maior número de vagas, com déficit de 74,03 mil. A
proporção de presos por vagas no estado aproxima-se da média nacional,
com 1,7 detento por vaga.
De acordo com o estudo, boa parte do problema poderia ser resolvido
com maior celeridade do Judiciário, tendo em vista que 36,9% dos presos
são provisórios - estão aguardando julgamento. Seis estados têm mais da
metade dos detentos sem julgamento: Piauí (67,7%), Sergipe (65,6%),
Amazonas (59,4%), Pernambuco (58,7%), Minas Gerais (56,6%) e Amapá
(50,9%).
O anuário reúne dados dos órgãos de segurança pública dos estados e
do governo federal, além de informações do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatísticas (IBGE), do Ministério da Saúde e do próprio
FBSP. Este ano, o documento dividiu os estados por categoria de
qualidade da informação fornecida porque os sistemas de informação são
abastecidos de forma diferenciada por cada unidade da federação.
Informações da Tribuna da Bahia.