
Os municípios de Afrânio, Bodocó, Dormentes, Exu, Granito, Ipubi,
Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade aderiram a greve das
prefeituras. As prefeituras de Araripina e Moreilândia descartaram
participar da paralização. Já a prefeitura de Ouricuri, não se
pronunciou sobre o assunto.
A “greve” visa sensibilizar a presidente Dilma Rousseff para o drama
vivido pelos municípios em razão da crise financeira motivada pela queda
de arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com a
redução do IPI para a indústria automobilística e de linha branca, e
pela seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, que atinge as cidades
enquadrados no semiárido nordestino.
A greve ocorrerá ao longo desta semana – mais curta pelo feriado do
dia 15 -, mas manterá os serviços essenciais, como o atendimento à saúde
e a coleta de lixo. As prefeituras têm como principais reivindicações a
instalação de um comitê de crise, no semiárido, para dar celeridade às
ações de enfrentamento da seca, sem burocracia, e uma compensação
financeira pelas perdas do FPM e ainda do Fundo de Participação dos
Estados (FPE).
O movimento dá suporte à bandeira levantada pelo governador Eduardo
Campos (PSB) em prol de um novo pacto federativo – que dê mais autonomia
a Estados e municípios -, e engrossa o movimento nacional que levará
prefeitos de todo o País a Brasília, amanhã (13), diante do prejuízo com
a queda de arrecadação. Também reivindica a aprovação, pela presidente,
do projeto que redistribui os royalties da exploração do petróleo,
aprovado pela Câmara dos Deputados.