sábado, 19 de abril de 2014

Senador Alvaro Dias abre o jogo: ordem é alimentar noticiário ruim contra Dilma.

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Paraná 247 - Qual é a principal missão da oposição nos dias atuais? O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um de seus principais líderes, responde. "Precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa", disse ele, numa rápida entrevista ao Blog do Noblat. "A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução."

Ou seja: Dias, praticamente, abriu o jogo. A ordem é alimentar notícias negativas – o que tem dado certo, a julgar pelo que se lê em jornais e revistas – e usar a CPI da Petrobras, cuja instalação será decidida pela ministra Rosa Weber, na próxima terça-feira, para "desconstruir" a imagem do governo.

Leia, abaixo, a íntegra do depoimento de Dias a Gabriel Garcia, publicado no Blog do Noblat:

A presidente Dilma continua na frente nas pesquisas de intenção de votos. Caiu um pouco, passando de 40%, em março, para 37%, segundo o Ibope. Isso é desanimador para a oposição?
Pelo contrário. Os eleitores só vão se preocupar com eleições após a Copa. E vale verificar o ambiente hoje do país. A insatisfação da população com o governo é grande. Isso tende a trazer votos para a oposição.

Então o importante é que ela continue caindo, ainda que pouco?
Há forte tendência de queda de Dilma, verificada a cada pesquisa. Essa tendência vai se avolumar com o noticiário negativo. São as más notícias que desgastam e derrubam o governo. Temos um tempo de maturação para que esse noticiário reflita nas intenções de voto.

Mas a oposição não tem conseguido usar essa insatisfação a seu favor. O que fazer?

A oposição tem que ter clareza no discurso e ser mais afirmativa. Tem que se apresentar como alternativa real de mudança e convencer o eleitoral. Ao mesmo tempo, precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa. A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução.

Escolhido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) como futuro ministro da Fazenda caso seja eleito o economista Armínio Fraga, o Anti Pobre diz que as pessoas não devem ter acesso a mais produtos.

AntiPobre

“O salário mínimo está muito alto”, afirmou o economista. Segundo ele, isso “engessaria o mercado de trabalho”. Ou seja, na visão de Fraga a valorização do salário prejudica a economia, pois faz com que as pessoas tenham acesso a mais produtos.

Escolhido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) como futuro ministro da Fazenda -caso o mineiro seja eleito -Armínio Fraga tratou de explicar quais seriam as “medidas impopulares” que seriam tomadas.
Não por acaso, Fraga é autor de uma medida extrema enquanto foi presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso: a alta dos juros para 45%. Ele defendeu o senador mineiro. ” O custo de tomar as medidas por ventura impopulares é muito menor do que o de não tomar. As pessoas têm de cair na real“.

Em entrevista a TV Estadão, o economista aproveitou para criticar a aproximação do governo federal com lideranças socialistas. “Essa estranha predileção por regimes autoritários como Cuba e outros regimes exóticos não tem trazido nenhum benefício ao Brasil. O país não precisa ter diálogos com a Venezuela, por exemplo”.

A fala de Fraga versa com a opinião de Aécio, que nessa semana foi contundente em afirmar que, se presidente, acabará com o bloco econômico Mercosul, onde o Brasil é líder.

Sobre o modelo econômico ideal para resgatar um novo país, Fraga traz à memória a ideologia mais famosa do PSDB. ”Em vários casos, pode caber privatização. A agenda da infraestrutura é muito ampla -inclui portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, energia, telecomunicações, saneamento. Inclui praticamente tudo da nossa infraestrutura”.

O “arrocho econômico”, tão falado pelos tucanos, também ganha uma conotação explosiva na entrevista de Fraga, principalmente no que diz respeito ao fim do bolsa família. Tático, ele não responde se o aperto fiscal atingiria o programa, mas deixa claro que há uma discussão sobre como o dinheiro designado ao social está sendo aplicado. “É uma carência no debate: para onde vai o dinheiro? Qual o impacto distributivo de tudo isso? É um ótimo tema para encarar de frente”.

Sobre as possíveis reformas adotados pelo governo do PSDB, Fraga timidamente elogiou o modelo petista ao afirmar que a reforma trabalhista não é urgente tal como a tributária. “O Brasil, bem ou mal, está com o desemprego baixo. Talvez não seja um tema tão urgente quanto o da reforma tributária”.
fonte:Fofoki

Resistência de Dilma e seu governo intriga oposição


Divulgação:

247 – Os números das pesquisas eleitorais não estão especialmente bons para nenhum dos presidenciáveis e não presidenciáveis estampados no noticiário político. Mas entre os pré-candidatos Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos, e o "me sinto realizado" ex-presidente Lula, alguém vai ter de ganhar as eleições de outubro. Por mais ou menos que se torça para uma ou outro, é forçoso revelar o que não transparece em análises à disposição na mídia tradicional: a resistência do governo e de sua política econômica ao cerco de números e críticas é maior do que se pensava.
No resumo de resultados das últimas pesquisas Ibope e Vox Populi, o que se tem, ainda e mais uma vez, é a vitória em primeiro turno da presidente Dilma Rousseff. Ela alcança um índice próximo aos 60 por cento das intenções de votos válidos. A parte essa fotografia, vê-se mais detidamente a elevação das declarações de votos brancos e nulos, que já seriam a segunda força da eleição. Também se observou uma diminuição das intenções de voto a Lula, que estaria somente quatro pontos acima de Dilma no Ibope. Houve seguidos destaques sobre a queda da avaliação do governo federal, que chegaria agora ao menor nível, com 36% de ótimo e bom na pesquisa CNI - contra 43% no levantamento anterior – e um recorde de 27% de avaliações ruim e péssimo. Está posto, então, que o governo se desgastou.
Mesmo com todos esses ingredientes a favor, porém, por que raios a oposição a Dilma não cresce. No Ibope, o presidenciável tucano Aécio Neves conseguiu, com 14% de intenções, um ponto a mais do que na pesquisa anterior, e Eduardo Campos manteve 8%. O fato político maior, neste momento, está aqui. Não falta exposição para Aécio e Campos. Ambos são políticos de longa cepa, conhecidos de longa data do público. Será que a questão deles com o que as pesquisas mostram nesse momento é exatamente essa?
Lançado por FHC, Aécio faz questão de relembrar e defender o governo do ex-presidente, prestigiar alianças as mais variadas entre as oposições e empreender uma dura luta parlamentar contra o governo Dilma. O presidente do PSDB, em franca atividade, vai mostrando o melhor de si mesmo, mas igualmente sofre com revéses alheios à sua vontade. É difícil descolar a imagem do partido ao escândalo Alstom-Siemens de distribuição de propinas em São Paulo ou livrar o candidato da crítica à escolha do ex-ministro Pimenta da Veiga ao governo de Minas. Sabia-se que Pimenta era vulnerável, mas o comando do partido não levou esse componente em consideração. O PSDB, com o atual discurso, ainda não ganhou os pontos que já esperava obter a esta altura do campeonato.
O presidenciável Eduardo Campos anuncia, agora de casamento consolidado com a ex-ministra Marina Silva, que irá percorrer 150 municípios para buscar seu mais conhecido. Dele pode-se dizer que ainda não está no domínio do eleitorado das regiões Sudeste e Sul, especialmente, mas mesmo onde tem seu berço político, no populoso Nordeste, Campos consegue obter mais intenções do que Dilma. E muito menos frente a Lula.
Um fenômeno, se se quer achar algum a esta altura da eleição, é a incapacidade mostrada até aqui pela oposição de galvanizar as agruras do governo num voto de troca. No frigir dos ovos das pesquisas, o governo que é criticado continua a ser o representante da mudança. Os números das pesquisas mostram essa situação ambígua, porém real. Todos os levantamentos tem colocado sempre, e sem incômodos até aqui, desde o início da atual gestão federal, Dilma e Lula na liderança, com índices altos o suficiente para vencerem quaisquer outros em primeiro turno.

Os ataque da oposição ao governo – e as críticas veiculadas pela mídia tradicional à política econômica – não são novidades. Este cenário está dado há pelo menos dois anos. A novidade é que o governo, Dilma e Lula se mostram bem mais resistentes do que gostariam seus adversários.

‘Nova política’ no discurso, velha política na prática


Júlia Duailibi - O Estado de S.Paulo

O pré-candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, quer construir a imagem de um candidato com uma proposta alternativa para o País, num momento em que o eleitor já estaria cansado da polarização PSDB-PT.

Quer se mostrar como alguém da “nova política”, expressão usada por ele para criticar o fisiologismo e a política de alianças que os  demais partidos fazem Brasil afora.


“Eu e Marina estamos desconfiados de que a resposta que o Brasil vai dar a essa proposta da nossa aliança é que ele quer mudar e construir uma nova política. O lugar que cabe à velha política, ao fisiologismo, ao patrimonialismo, é na oposição porque lá eles não sobrevivem”, declarou o ex-governador de Pernambuco, na segunda-feira, quando foi lançado pré-candidato do seu partido ao lado da ex-senadora Marina Silva (Rede), que será vice na sua chapa.

Dois dias depois dessa declaração, Campos deixou de lado a conveniente retórica eleitoral e adotou o discurso da política possível, ou seja, da política real, ao falar da eventual aliança entre PSB e PSDB na eleição para o governo de São Paulo.

“Não vamos atropelar direção de Estado nenhum, muito menos a de São Paulo”, afirmou ontem em Campinas, segundo a Folha, ao lado do prefeito Jonas Donizette, que é do PSB e que defende, assim como todos os demais dirigentes locais do partido, a aliança para reeleger o governador tucano Geraldo Alckmin.

A declaração de Campos poderia ser lida da seguinte maneira: Não vamos fazer uma política diferente, vamos fazer a política de sempre: a que for conveniente para o partido nos Estados, independentemente de questões programáticas.

Com a desculpa de que não vai “atropelar” a direção do PSB nos

Estados, Campos dá o sinal verde para o seu partido apoiar Alckmin, à revelia de Marina. Pouco importa se o PSDB de Alckmin é adversário de Campos na disputa nacional ou se faça uma política de alianças (que inclui PP, de Paulo Maluf, e PSC, de Marcos Feliciano) criticada por ele e sua vice.

O que importa é manter a participação do PSB no governo paulista e, se Alckmin for reeleito, assegurar um naco da futura administração. Além disso, o PSB na vice do tucano, com o deputado Márcio França, significa um palanque forte para Campos no maior colégio eleitoral do País.

Campos pode até falar de uma nova política. Mas, por enquanto, faz a velha.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Governador Eduardo Campos usa obras da União para se promover

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Pernambuco 247 - O líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE), acusou o governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, de usar obras realizadas em Pernambuco com participação da União para propaganda política pessoal. De acordo com o petista, o governador tem realizado a inauguração de obras que “contam com recursos da União, sem mencionar os investimentos federais, e sem convidar integrantes dos ministérios para participação nos eventos”. O PT já havia manifestado, em janeiro, o desejo de ter uma presença maior nas inaugurações realizadas em Pernambuco.
Para exemplificar a crítica, Humberto usou a inauguração do museu Luiz Gonzaga e do Hospital Mestre Vitalino, ambos previstos para serem inaugurados nesta quinta-feira (3). Nenhuma das obras está pronta, mas as duas estão devem ser inauguradas durante a maratona realizada por Campos antes da saída do socialista do Governo de Pernambuco, prevista para esta sexta-feira (4).
“Amanhã (hoje), o governador Eduardo Campos vai inaugurar sozinho o museu Luiz Gonzaga, sem a presença de representantes do Governo Federal, sem a presidente Dilma Rousseff [PT] e sem o ex-presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva (PT)], que manifestou várias vezes o desejo de comparecer”, criticou Humberto, nesta quarta-feira (2), em entrevista para a rádio Olinda.
No caso do Hospital Mestre Vitalino, Humberto afirmou que, além de contar com recursos federais, dos R$ 74 milhões investidos, mais de R$ 35 milhões vieram de emendas que ele mesmo apresentou. Entretanto, nem o Ministério da Saúde nem a bancada federal foram informados da inauguração. A unidade deve atender 1,7 milhão de pessoas de 52 municípios do Agreste.
O PT já havia manifestado o interesse em trazer membros nacionais para as inaugurações de obras em Pernambuco. A ação teria como objetivo marcar a presença da legenda no Estado, considerado reduto eleitoral de Campos, que disputará a Presidência da República contra a presidente Dilma, que tentará a reeleição no pleito de outubro.
Apesar das críticas, Humberto reforçou o compromisso da União com Pernambuco, e disse esperar do vice-governador João Lyra (PSB) uma relação pacífica entre os governos Estadual e Federal. Lyra assume o Governo de Pernambuco na próxima sexta-feira (4), quando Campos deverá se desincompatibilizar do cargo para disputar a eleição presidencial.

“Queremos fazer as parcerias de que Pernambuco precisa. Lyra tem todas as condições de, nesse período de nove meses, deixar uma marca positiva em Pernambuco. Na medida em que ele tenha um bom relacionamento com o Governo Federal, isso tem tudo pra acontecer”, afirmou Humberto.

terça-feira, 1 de abril de 2014

1º de abril do PT mostra 13 mentiras contra Dilma

247 - O dia 1º de abril é considerado o dia da mentira, quando tradicionalmente as pegadinhas correm soltas mundo afora. O Partido dos Trabalhadores, porém, resolveu ir na contramão e postou, na página da presidente Dilma Rousseff que administra no Facebook, uma lista que chama de "13 mentiras que contam para você sobre o governo Dilma Rousseff".
Na postagem, estão os temas centrais do discurso da oposição, como paralisação da economia, investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), inflação em alta, sucateamento da indústria, descaso com a saúde, piora nos indicares da educação, aparelhamento da máquina pública, descontrole das finanças públicas, má gestão das empresas estatais, investimento no Porto de Mariel, em Cuba, investimentos em infraestrutura, obras da Copa e crise no setor energético.

A lista rebate cada uma das críticas e, 12 horas depois de ter sido publicada na página pessoal da presidente na rede social, contabilizava mais de 2,1 mil compartilhamentos e mais de 3 mil curtidas. Veja aqui o post com as 13 mentiras da oposição sobre o governo Dilma, segundo o PT.

STF julga ação contra o aumento do ICMS no governo de Eduardo Campos.

O Supremo Tribunal Federal (STf) irá analisar, nos próximos dias, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a cobrança pelo Governo do Estado de Pernambuco do imposto de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na conta de luz.
A ação no STF foi protocolada pelo Partido Progressista (PP) em nome do deputado federal Eduardo da Fonte. De acordo com o progressista, o Governo de Pernambuco aumentou de forma ilegal o ICMS na conta de luz. A ilegalidade, segundo ainda o parlamentar, faz com que a população não sinta no bolso a redução de 20% na conta de luz dada pelo Governo Federal em janeiro de 2013.
“Não gostaríamos de seguir esse caminho para resolver o problema. Mas o Governo de Pernambuco deve usar o bom senso. Aumentar o ICMS na conta de luz para compensar a redução que o Governo Federal deu na energia elétrica é uma injustiça com o povo pernambucano. O Governo Federal deu com uma mão e o Governo de Pernambuco tirou com a outra”, ressaltou o deputado.

Da Fonte garantiu que encaminhou ao Governo do Estado, no dia 23 de dezembro de 2013, documento informando sobre a ilegalidade da cobrança. Porém, o governo ignorou o comunicado. O ministro relator da matéria será Dias Toffoli, indicado para o STF pelo ex-presidente Lula. A ação também atinge mais três estados: RS, MT e SP.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Serra comprou trens por R$ 2 bilhões sem pesquisar

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247 – Durante sua gestão no governo de São Paulo, José Serra (PSDB) autorizou a compra de 48 trens para a CPTM por cerca de R$ 2 bilhões sem pesquisar preço, conforme determinação da lei.
A empresa que levou os contratos foi a companhia espanhola CAF (Construciones y Auxiliar de Ferrocarriles), citada no cartel denunciado pela Siemens, montado em contratos com governos tucanos desde a gestão de Mario Covas (1998).
A decisão foi comprovada em relatório do Tribunal de Contas do Estado. A CPTM alega ter usado "orçamento estimativo", baseado em preços de compras anteriores.
Investigações da Corregedoria Geral da Administração, órgão montado pelo atual governador Geraldo Alckmin (PSDB), atribuem a responsabilidade ao engenheiro Osvaldo Spuri - que foi presidente da comissão de licitação nos dois casos. Atualmente, ele ocupa o posto de secretário municipal de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de São Paulo.
Segundo números apurados a partir de dados do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo) do governo do estado, em 2013 foi empenhado R$ 1,1 bilhão e pago às empresas vinculadas ao cartel quase R$ 784 milhões.

Três secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB) são citados como destinatários do suborno: o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, o secretário de Energia, José Aníbal e o hoje secretário do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM) (leia aqui reportagem da Folha de S. Paulo sobre o assunto).

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Bandeira de Mello ao 247: "impeachment faria bem"

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247 - O jurista Celso Bandeira de Mello, um dos mais respeitados do País, está estarrecido com as atitudes recentes de dois ministros do Supremo Tribunal Federal: Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Ambos, na sua visão, estão desmoralizando o Poder Judiciário e mereceriam até sofrer processos de impeachment. "Serviria de alerta a comportamentos extravagantes numa suprema corte", diz ele, em entrevista exclusiva ao 247.
Bandeira de Mello, no entanto, duvida que iniciativas nessa direção prosperem. "A chance seria de um em um zilhão, porque, infelizmente, quem governo o Brasil ainda é a grande mídia conservadora". A prova concreta seria o julgamento da Ação Penal 470, onde o comportamento dos ministros foi pautado pela agenda e pelos interesses políticos desses grupos. "O STF foi apenas a longa manus dos meios de comunicação", diz ele. Como um pedido de impeachment teria que transitar pelo Senado, a chance seria remotíssima.
Bandeira de Mello ficou chocado com atitudes recentes dos dois ministros mais polêmicos do STF. No caso de Gilmar, o que o incomodou foi a contestação da vaquinha feita por militantes do PT a réus como José Genoino e Delúbio Soares. "Uma das primeiras coisas que um juiz aprende é que só se fala nos autos, até para que opiniões publicadas não comprometam a isenção, a sobriedade e a equidistância em julgamentos futuros", afirma. "Gilmar não apenas fala, mas age como um político".
O jurista diz ainda que, ao enviar uma carta irônica ao senador Eduardo Suplicy, sugerindo que o PT devolvesse R$ 100 milhões ao País, Gilmar "desbordou". "Agiu muito mal e de maneira muito distante do que se espera de um juiz". Em tese, ele deveria até ser declarado suspeito no julgamento dos embargos infringentes, em que estarão sendo julgados direitos de réus como o próprio Delúbio.
Sobre Joaquim Barbosa, Bandeira de Mello diz ser mais "indulgente", até porque a própria mídia estaria a cobrar uma definição sobre se ele seguirá ou não por um caminho político. Mas afirma que ele não é juiz. "Seu comportamento é de evidente perseguição a alguns réus, especialmente ao ex-ministro José Dirceu", afirma. Segundo Bandeira de Mello, ao revogar uma decisão anterior de Ricardo Lewandowski e ignorar a recomendação do Ministério Público para que José Dirceu pudesse trabalhar, Barbosa agiu "de maneira muito estranha para um magistrado". "Como pode um juiz, presidente de uma suprema corte, suprimir direitos e garantias de um cidadão brasileiro?", questiona.
Bandeira de Mello avalia que Barbosa se encantou pelos elogios de parte da grande imprensa, que o trata como herói. "A grande imprensa no Brasil representa os interesses mais conservadores e tem ainda o papel de domesticadora das classes populares", afirma.
Embora diga nunca ter presenciado uma degradação institucional tão profunda no Brasil, com a desmoralização completa do Poder Judiciário – mais "no meio jurídico do que na mídia" –, ele aposta que o País poderá sair do atoleiro. "Tudo dependerá das próximas nomeações".

Bandeira de Mello afirma que a presidente Dilma Rousseff acertou na escolha dos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso. Diz ainda que outros que já estiveram no STF, mas votavam de modo conservador, como Cezar Peluso, eram juízes – o que não seria o caso, segundo Bandeira de Mello, dos "políticos" Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. "Com nomeações acertadas no futuro, o supremo poderá restaurar sua dignidade", diz o jurista.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Salgueiro-PE: Programação Oficial do Carnaval 2014 é divulgada.


A Prefeitura de Salgueiro divulgou a programação oficial do Carnaval 2014. Em evento realizado no CVC, o prefeito e secretários anunciaram uma programação com cinco dias de festa, no período de 28 de fevereiro a 4 de março.
As atrações musicais são as seguintes:
Inicio dia 28 deste mês, com o Desfile das Virgens, animado com Jairoca de Troia no trio elétrico. 
No dia 1° de março a banda Black Style anima o trio elétrico e  no palco se apresentam A Barca Maluca, Banda Santa Clara e o grupo Sem Compromisso.
No dia 2 haverá apresentação da banda The Tribus no trio elétrico, e shows com Orquestra Bronzeada, Tiaguinho de Recife e Geraldinho Lins no palco.
A segunda-feira, dia 3 de março, contará com Jameckson no trio e as bandas Cultura Pernambucana, Zumzumbamba e Calypson no palco.
O último dia de carnaval terá a banda baiana Voa Voa no trio elétrico, além da Orquestra Bronzeada, Bomboa e Alcimar Monteiro no palco.
 A programação ainda conta com cortejos, desfiles de blocos e a bicharada do Mestre Jaime.

Fonte: Redação SG10

Cubano diz à Folha que o Brasil foi só uma “escala para o EUA”

corzo
Tijolaço
A reportagem de Isabel Fleck na Folha de hoje, onde o médico cubano Jose Armando Corzo informa que já veio para o Brasil, trabalhar no “Mais Médicos” como “escala” para seu plano de emigrar para os Estados Unidos põe luz na história da “fuga em massa” dos médicos de Cuba ( cinco, de cinco mil!) do programa.
“Quando fui para o Brasil, já sabia da existência do visto e que ali eu poderia entrar com o meu pedido”.
O visto em questão é o do programa Cuban Medical Parole Program, criado em 2006 por George W. Bush para aliciar médicos cubanos que trabalhassem por contrato ou em missões humanitárias no exterior.
Não vale para mexicanos, para guatemaltecos, para dominicanos, para surinameses. Nem para brasileiros.
Eles recebem um visto de permanência e, depois de um certo tempo, a cidadania americana.
Mas não poderão trabalhar como médicos, sem que passem antes por um processo de revalidação do diploma, segundo eles próprios mais difícil que o brasileiro.
O processo descrito à Folha, que envolveu o deslocamento (ou, mais provavelmente, os deslocamentos) de um médico que oficialmente não tinha recursos em dinheiro para fazê-lo do interior  do Maranhão para o consulado americano em Recife, para solicitar e, depois de seis semanas, receber um “visa” para os EUA ( não creio que este pipo seja enviado pelo Correio) e, após, para um aeroporto com vôo para Miami, onde ele se encontra agora, revela que houve financiamento para sua fuga.
Não é difícil imaginar de onde partem estes recursos.
Outras Ramonas, Ortélios e Corzos farão o mesmo.
Cuidar de seus interesses pessoais.
Boa viagem.
Só, por favor, não os façam de heróis da liberdade, porque neste caso seria melhor ir entrevistar o pessoal da fila de brasileiros para obter um simples visto de turista nos EUA.
Ou o Dr. Jose Angel Isaac, o outro médico cubano que continua atendendo o povo miserável de Timbiras, no Maranhão
Isso é Guerra Fria, nada mais.
Lá fora, dos EUA contra Cuba.
Aqui, dos que são contra um programa, com cubanos, espanhóis, argentinos ou até marcianos são contra um programa que leva médicos a brasileiros pobres, miseráveis, desassistidos, onde, mesmo que pagando R$ 10 mil reais por mês, pouquíssimos médicos brasileiros não querem ir.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Médica Cubana diz: “ninguém veio enganado de Cuba”. E minha família recebe lá.

idania
Tijolaço
No meio desta “onda” com a deserção de 0,1% dos cinco mil médicos cubanos que vieram servir ao povo brasileiro, volta e meia surge uma matéria que desmonta a histeria.
É o caso da que saiu hoje no G1, uma entrevista com a médica cubana Idania Garrido,  que trabalha no centro de saúde 1 de Santa Maria, periferia pobre do  Distrito Federal, desde outubro.
Idania demonta a história da  colega Ramona Matos Rodriguez, que abandonou o Mais Médicos dizendo  que profissionais estrangeiros recebiam uma bolsa maior que a dos cubanos. “Ela teve uma conduta inadequada. Todos sabiam a missão que cumpriríamos no Brasil”, afirmou.
“Encaro que ela teve uma atitude errada. Nós viemos para cá sabendo tudo que aconteceria no Brasil. Ninguém veio enganado. Todos estávamos de acordo”, E a minha família recebe uma ajuda do governo de Cuba, justamente porque estou aqui.
A reportagem conta que Idania trabalho por  26 meses República da Gâmbia, na África,  e que as diferenças de idioma e que os relatos de más condições de trabalho não a intimidaram. A surpresa mesmo foi cair em Brasília. “Eu achava que iria para Amazônia.”
Ela fala que se candidatou a vir “instigada pelas notícias de que profissionais brasileiros se recusavam a fazer atendimento em áreas rurais”. Com seus dois filhos, de 16 e 23 anos,  conversa pela internet e por telefone e diz ter estudado para compreender doenças como Chagas e hantavirose  que, segundo ela,  ”não existem em Cuba”.
Afirmando não ter enfrentado dificuldades desde que chegou, nem mesmo em relação a material para o trabalho, Idania diz também discordar da maneira como médicos brasileiros supostamente lidam com os problemas no dia a dia das unidades de saúde. “Fizemos um juramento de trabalhar onde fosse necessário, por quem precisasse”, afirma”.
“Eu acho que condição se cria. É claro, é responsabilidade do Estado e do Ministério da Saúde preparar os lugares, fornecer os materiais. Mas nós, cubanos, temos uma formação diferente”, completa. “Os médicos cubanos só precisam de um estetoscópio, um medidor de pressão e uma caneta. E, também, de saber fazer um bom interrogatório (que em medicina chama-se anamnese).”
E –  não está  no texto, mas ela diz no vídeo que acompanha a matéria – “a vontade do médico”.

Maior usina solar do mundo começa a gerar eletricidade


A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo

Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. 


Começou a funcionar nesta quinta-feira (13) a Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, que está localizada na Califórnia, nos EUA.
O título de maior complexo produtor de eletricidade proveniente do sol era da Shams 1, usina localizada em Abu Dhabi, capaz de gerar 100 megawatts de energia.
Mas hoje, após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos e entrar em funcionamento, a Ivanpah desbancou bonito a concorrente árabe.
Em um terreno de 13 km², a usina abriga 300 mil espelhos para coletar a luz do sol e tem capacidade bruta de produção de 392 megawatts de energia - quase quatro vezes mais que a Shams 1, em Abu Dhabi.
Com o tanto de eletricidade que produz, a nova usina solar - que pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google - será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas da Califórnia. Segundo comunicado oficial, ao passar a utilizar energia limpa, esses domicílios deixaram de gerar 400 mil toneladas métricas de CO2 por ano - o que equivale a remover 72 mil veículos das ruas.
Fonte: revista exame

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Univasf lança concurso com 47 vagas.


univasf

A Universidade Federal do Vale do São Francisco abriu concurso público para Técnicos Administrativos em Educação. O certame visa o preenchimento de 47 vagas de nível médio e superior em diversas áreas nos seis campi da Univasf: Petrolina Sede e Ciências Agrárias, em Pernambuco; Juazeiro, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso, na Bahia, e São Raimundo Nonato, no Piauí. O edital foi lançado nesta última segunda-feira (10).
As inscrições vão até o dia 06 de março e podem ser realizadas pelo site da Advise Consultoria e Planejamento, organizadora do processo seletivo, www.advise.net.br. A taxa de participação varia entre R$50 e R$70 e os salários são de R$1.942,75, para os cargos de nível médio, e de R$3.230,88, para os de nível superior.

MENSALÕES DIFERENTES: Ao contrário do que ocorre na AP 470, é fácil apontar desvio de dinheiro público no mensalão PSDB-MG


Por Paulo Moreira Leite, Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".
Se você é daqueles que acredita que o mensalão PSDB-MG é igual ao esquema financeiro da AP 470 pode despedir-se de mais uma ilusão.
 A leitura das alegações finais de Rodrigo Janot,  procurador geral da República sobre o mensalão PSDB-MG mostra uma verdade difícil de negar. Tudo aquilo que se disse – e não se provou – sobre o esquema de Valério-Delúbio pode ser dito e provado no mensalão PSDB-MG.
 A polêmica principal sobre o mensalão dos petistas diz respeito ao desvio de recursos públicos. O procurador geral Antônio Carlos Fernando, seu sucessor Roberto Gurgel e o relator Joaquim Barbosa sustentam, desde o início, que o esquema Valubio baseou-se no desvio de R$ 73,8 milhões de recursos públicos. Dizia-se, no começo, que esse dinheiro fora desviado do Banco do Brasil. Uma apuração mais acurada mostrou que o dinheiro pertencia ao Fundo de Incentivo Visanet, destinado a divulgar o cartão Visa, que é uma  empresa privada. Hoje não há a mais leve dúvida a respeito.
Embora uma única testemunha tivesse dito que – qualquer que fosse sua natureza -- os recursos destinados a DNA eram desviados para campanhas petistas, a contabilidade mostra que o desvio – se houve – está longe de ter sido demonstrado.
As contas batem, conforme várias auditorias.
 E tanto é assim que nesta semana, teremos uma novidade neste item. Enquanto os réus da AP 470 já estão cumprindo penas longas, em regime fechado, seus advogados começam a distribuir uma notificação judicial aos veículos que receberam as verbas da DNA. Estamos falando da TV Globo, Editora Abril, Estadão, Folha, Editora Três.  
 Convencidos de que irão colher um dado que ajudará a demonstrar a inocência dos réus, os advogados querem que as  empresas confirmem – ou desmintam  – a informação de que os recursos da DNA chegaram a seus cofres. Estes dados, a rigor, encontram-se nos documentos da AP 470. Mas ficaram ali, congelados nos arquivos, sem que fosse possível examinar seu significado e extrair todas implicações.
 A consulta às empresas, que será feita agora,  deveria ter ocorrido em 2005 ou 2006, na época da denúncia. Era o tempo certo para uma checagem tão importante, decisiva, até.
 Mas não interessava questionar uma teoria que agradava tantas pessoas e tantos interesses, vamos combinar.
 A leitura das alegações finais de Janot sobre o mensalão do PSDB descreve fatos muito mais graves. Ele fala de desvio de milhões de reais de empresas estatais do governo de Minas Gerais. Fala da Copasa, Codemig, Comig. Ao contrário do que acontecia com a Visanet, que se definia como “empresa de capital privado”, em seus estatutos e também num questionário enviado a CPMI dos Correios, aqui estamos falando de empresas públicas, controladas pelo governo do Estado, com funcionários concursados e tudo mais.
 A Copasa é a Companhia de Saneamento do Estado. A Codemig dedica-se ao desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura. A Comig é a estatal de mineração.
Não há comparação possível com a Visanet, criada pela multinacional dos cartões Visa, uma das maiores empresas do mundo. 
 Com notas e depoimentos, Janot descreve cenas tão didáticas que poderiam estar num filme. O  dinheiro sai  das estatais, chega às agências e, em vez de ser gasto em publicidade, é despachado para os cofres da campanha estadual do PSDB em 1998. Porções mínimas das verbas destinadas a publicidade chegaram a seu destino. A maior parte ficou no meio do caminho, diz ele.
 Muitas pessoas diziam, quando Roberto Jefferson fez a denúncia, que o PT apenas repetia o que o PSDB fizera antes. O próprio Lula disse em Paris que seu partido nada fazia de diferente daquilo que ocorria “sistematicamente” na política brasileira.  
 Parecia uma forma do PT tentar proteger-se atrás dos erros do adversário, o que levou a acusação de que o partido queria justificar seus erros através dos erros dos outros. Talvez seja mais correto afirmar o contrário. A construção de uma visão distorcida  na AP 470 ajudou a encobrir erros e desvios -- mais graves -- da AP 536-MG.
 Embora o próprio Janot se permita, nas alegações finais, lembrar as semelhanças – e algumas distinções  – entre os dois mensalões, as diferenças são muito maiores do que se quer acreditar.  O Banco Rural é o mesmo, um personagem central – Valério – também. Até as secretarias eram as mesmas.
 Mudava a natureza da mercadoria.
 A existência do mensalão PSDB-MG chegou ao STF Supremo em 2003 mas ficou em segredo até a denúncia de Roberto Jefferson contra o PT. Foi então que se descobriu que Marcos Valério, o parceiro que se aproximou de Delubio – o Carequinha, nas palavras de Jefferson -- nos meses finais da campanha de 2002, havia sido formado e treinado nas campanhas tucanas desde 1998. 
 Veio daí a teoria de que o segundo mensalão era uma cópia do primeiro. As diferenças no ponto essencial – dinheiro público – permitem pensar em outra hipótese. A teoria do segundo mensalão serviu para justificar o primeiro.
 É como se, já tendo conhecimento anterior do mensalão PSDB-MG, a acusação tenha feito o possível para vestir o esquema de Delúbio-Valério com as mesmas roupagens e a mesma gravidade, fazendo uma denúncia igual para casos substancialmente diferentes.  Isso explica porque se forçou a barra para dizer que as verbas saiam do Banco do Brasil e, quando se verificou que sua origem era a Visanet, para dizer, num exercício espantoso, a que os recursos seguiam públicos embora fossem propriedade de uma empresa privada. 

'Decisão de Barbosa impede Dirceu de cumprir a lei'

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247 - A decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que agiu ilegalmente ontem para manter José Dirceu na cadeia, "é tão absurda que impede o réu de cumprir sua pena na forma da lei", escreve o jornalista Paulo Moreira Leite, da revista Isto É. O colunista diz que a única forma para se explicar o ato do ministro, que revogou decisão do vice Ricardo Lewandowski, tomada a favor de Dirceu durante as férias de Barbosa, "é política". Leia abaixo seu artigo:


JUSTIÇA DO ABSURDO
Decisão de Barbosa é tão absurda que impede o réu José Dirceu cumprir sua pena na forma da lei

No dia 24 de janeiro, o ministro Ricardo Lewandovski deu parecer favorável ao pedido de José Dirceu, que pretende exercer o direito legal de trabalhar fora da Papuda, para onde foi encaminhado no cinematográfico voo de 15 de novembro. Embora fosse uma decisão de um ministro do STF, o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais, não deu encaminhamento imediato, permitindo que Dirceu ficasse preso, em regime fechado, num prazo absurdo que completará 90 dias na semana que vem.
Ontem, depois de voltar aos trabalhos, Joaquim Barbosa revogou a decisão de Lewandosvski.
O direito de Dirceu trabalhar é legalmente indiscutível. Foi questionado depois que surgiu a versão, nascida numa conversa ouvida por um repórter na mesa ao lado de um restaurante de Salvador, de que um secretario de Jacques Wagner, governador da Bahia, havia conseguido falar com o ex-ministro através de um aparelho celular.
Comprovou-se, em investigação oficial no presídio, que a história era uma pura cascata do secretário -- conhecido entre colegas de governo por um comportamento falastrão – que foi divulgada sem o devido cuidado. No dia em que isso teria acontecido, sequer houve visitas na Papuda. O próprio Dirceu nem saiu da cela. Embora a investigação já tivesse se encerrado, tão banal que foi possível terminar antes do prazo, o juiz Bruno Ribeiro não deu curso a liminar de Lewandovski, alegando que havia tempo para novas apurações. Essa decisão permitiu que Barbosa retornasse do recesso e revogasse a liminar. Detalhe: Barbosa fez isso contrariando parecer da procuradora da República Márcia Milhomens Corrêa se manifestou favoravelmente ao pedido de trabalho de José Dirceu. Sexta-feira passada Milhomem deu parecer favorável.
A decisão criou uma situação nova no STF. Não se compreende por que razão o juiz Bruno descumpriu a decisão de Lewandovski, que falava em nome da mais alta corte do país.
Também não se compreende por que Joaquim Barbosa não deixou que o plenário do STF tomasse a decisão, como é recomendável em situações desse tipo. Embora já tenham ocorrido antecedentes, existe a interpretação de que o regimento interno do STF diz que só o juiz que prolatou a decisão tem direito de revogá-la.
A única forma de compreender a situação criada pela decisão do presidente do STF é política, traço principal do julgamento da AP 470, concluído com penas fortes para provas fracas.

Para ouvir uma opinião fundamentada a respeito, entrevistei o professor de Direito Luiz Moreira, doutor em direito pela UFMG, membro do Conselho Nacional do Ministério Público e um dos principais críticos da
"judicialização," aquele processo em que os tribunais ocupam espaços que os regimes democráticos reservam a luta política. Leia a entrevista:



PERGUNTA: COMO EXPLICAR A DECISÃO DE JOAQUIM BARBOSA?
RESPOSTA: Explica-se a partir de uma falta de identidade do Supremo Tribunal Federal. Com a redemocratização do país, tentou-se construir a ideia de que o STF era o tribunal dos direitos fundamentais. Mas isso tem se mostrado falso, como se viu no julgamento. Veja bem, apareceram muitas contradições e incoerências, como mostra o caso do ex Ministro José Dirceu. Ele está preso em regime fechado há noventa dias. E a decisão de Joaquim Barbosa cristaliza uma situação de absoluto desrespeito ao sistema jurídico que ele, Ministro do STF, deveria proteger. Fosse ele um juiz dos direitos fundamentais deveria, de ofício, conceder ao Ministro José Dirceu o regime condizente com sua pena.


PERGUNTA : O QUE OS MINISTROS DEVERIAM FAZER?
RESPOSTA: Um Ministro do STF tem todas as garantias possíveis para imprimir à atuação do Tribunal uma postura condizente com a defesa mínima dos direitos dos condenados. José Dirceu está preso, está sob a tutela do Estado. O Judiciário não pode fazer de conta que ele não tem direitos. Há um jogo de faz de conta em curso. Pretende-se fazer de José Dirceu um troféu. Qualquer coisa pode ser feita para garantir que tal objetivo seja alcançado.


PERGUNTA : QUAL A MEDIDA CONCRETA?
RESPOSTA -- A saída jurídica para estancar esta sangria dos direitos é o Habeas Corpus. No caso dele, o processo de autorização para ele trabalhar se exauriu. A burocracia da VEP já se manifestou; o Ministério Público deu parecer favorável. Como José Dirceu passaria a cumprir sua pena em regime semi aberto, Joaquim Barbosa providenciou, com sua decisão, que o condenado não fosse submetido ao que prescreve a lei penal. Quer dizer, ocorre com ele o que acontece em Guantánamo. A mensagem é clara: José Dirceu não pode sequer ter direito a cumprir sua pena. Seus direitos são boicotados por quem caberia exigir que sua pena fosse efetivamente cumprida. Este não é o papel de um Juiz.



PERGUNTA : O QUE SE PODE FAZER NUMA SITUAÇÃO COMO ESTA?
RESPOSTA : A situação é muito delicada. Todos parecem fugir de suas responsabilidades. Há um clima de absoluta covardia institucional. Onde está o Ministério Público? Onde está a Defensoria Pública? Há Comissões de Direitos Humanos? Tudo se justifica se tratar de uma vingança contra José Dirceu?


PERGUNTA : COMO SE CHEGOU A ESSE PONTO?
RESPOSTA : Com a AP 470, o moralismo assumiu um protagonismo só existente nos Estados de Exceção. No estágio em que vivemos a política é a grande perdedora. O messianismo patriótico que antes era exercido pela militares é hoje exercido por figuras oriundas dos órgãos de controle. Joaquim Barbosa e outros personagens são exemplos desse messianismo que tenta produzir saídas a partir do direito penal máximo.


PERGUNTA: ESTAMOS FALANDO DE UMA POSTURA QUE AMEAÇA A DEMOCRACIA ...
RESPOSTA: O caso do cinegrafista morto revela este paradoxo. Não se pode querer que a morte de um profissional que cobria uma manifestação se transforme na criminalizarão das manifestações. A resposta há de ser cirúrgica. Há duas responsabilidades em jogo. As empresas de comunicação têm que dotar seus funcionários de equipamentos de segurança (colete, capacetes etc.). Cabe a polícia encontrar os responesáveis pelo crime, que devem ser entregues a Justiça. O resto é populismo penal.



PERGUNTA : DÁ PARA EXPLICAR ESSA SITUAÇÃO?
RESPOSTA : O moralismo quer fingir que não vivemos conflitos próprios às sociedades como à brasileira, que pleiteia direitos. Então a política pública não pode ter um viés de direito penal, mas de direito social.



PERGUNTA: HÁ NESSAS RESPOSTAS UMA PERSPECTIVA MORALISTA?
RESPOSTA: Sem dúvida. A pena de José Dirceu, por exemplo, deixou de ser jurídica para ser moralista. Por isso contra ele vale tudo. No caso do cinegrafista morto não se discute o que as empresas de comunicação devem fazer para proteger seus funcionários, nem que infelizmente mortes em manifestações são geralmente produzidas pelos órgãos de segurança. Ao contrário, procura-se criminalizar os movimentos sociais, classificando como terrorista suas ações.


PERGUNTA – DÁ PARA ENXERGAR O QUE VEM POR AÍ?

RESPOSTA -- Fica claro que há uma clara construção ideológica de deslegitimação da política e a entronização do sistema de justiça (Ministério Público e STF), que caminha para a criminalizarão dos Partidos e do Congresso Nacional. Com isso, o sistema de justiça sufocará os movimentos sociais, impossibilitará o surgimento de lideranças populares e se constituirá como Poder Moderador, acima dos Poderes e da democracia.

Simões-PI: Bando invade agência e foge com quatro reféns.

Policiais civis e militares estão em perseguição a bandidos que invadiram a agência do Banco do Brasil no município de Simões, a 440 km de Teresina. A ação ocorreu por volta das 10h, desta quarta-feira (12) e, de acordo com informações preliminares da PM, quatro pessoas foram levadas como reféns, entre estas, o vigilante e o gerente.
A agência de Simões foi assaltada também no dia 1º de abril de 2013 - Foto; Portal O Povo

Segundo o tenente Francisco de Assis da Silva, da Companhia da PM de Marcolândia, os bandidos chegaram na agência efetuando vários disparos para intimidar a população e fugiram em um veículo modelo Amarok, cor branca.

assalto simões 122

“As vidraças ficaram todas quebradas e, mesmo antes da polícia chegar ao local, eles já efetuaram vários disparos. Eram mais ou menos oito bandidos que levaram quatro pessoas como reféns. Uma da vítimas parece que já foi liberada na localidade Curralinhos”, explica Assis.
Ainda não há informações se há feridos e se foi levada alguma quantia em dinheiro. Policiais de Teresina, Fronteiras, Jaicós, Paulistana e Marcolândia se deslocaram para a região.

Fonte: portal riachão net

Réu do mensalão tucano é assessor de Aécio

Pré-candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves tem entre os seus assessores de confiança um dos principais personagens do mensalão tucano. O jornalista e publicitário Eduardo Guedes, 52, um dos réus do processo, atua nos bastidores e na etapa inicial da campanha do político como um de seus mais próximos conselheiros.
Antigo colaborador das campanhas eleitorais dos tucanos em Minas Gerais, Guedes é também um dos sócios da Pensar Comunicação Planejada, empresa contratada para prestar consultoria de comunicação ao PSDB, presidido por Aécio Neves.
Na peça em que pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Eduardo Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República afirma que Guedes determinou à Copasa, a Comig e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (R$ 9 milhões nos valores de hoje) a SMP&B para patrocínio de evento esportivo. À época, Guedes era secretário-adjunto de Comunicação do governo mineiro. Segundo as investigações, ele agiu a pedido de Azeredo.

O valor dos repasses, de acordo com a Procuradoria, acabou sendo desviado pelo esquema. Com esse dinheiro, o empresário Marcos Valério, da SMP&B, forjou empréstimos fraudulentos para justificar o seu uso na campanha à reeleição de Azeredo, em 1998, afirma a Procuradoria.(Folha de S.Paulo - Lucas Ferraz e Daniela Lima)

BARBOSA AGIU FORA DA LEI E MERECE IMPEACHMENT

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247 - Como uma sociedade pode reagir quando um juiz desrespeita a lei? Pior: o que fazer quando quem age dessa maneira é o próprio chefe do Poder Judiciário, que deveria ser seu guardião máximo? O remédio, previsto na Constituição, é um pedido de impedimento, analisado e conduzido pelo Senado Federal.
No caso de Joaquim Barbosa, presidente do STF, essa providência já deveria ter sido tomada há muito tempo. No último dia 15 de novembro, no feriado da República, ele se valeu do simbolismo da data para promover um festival de ilegalidades, encarcerando em regime fechado réus condenados ao semiaberto. Mereceu, em resposta, uma nota de repúdio assinada por juristas, advogados e intelectuais (leia mais "Juristas e intelectuais gritam contra AI-5 de JB"). Um dos signatários desse documento, o jurista Celso Bandeira de Mello, já havia defendido o impeachment de Barbosa.
Ontem, no entanto, o presidente do STF, que pode estar se preparando para uma candidatura presidencial, numa flagrante falta de decoro em relação ao cargo, ultrapassou todos os limites. Ao revogar decisões monocráticas do ministro Ricardo Lewandowski, tomadas durante suas férias na Europa com direito a diárias pagas pelo STF, ele feriu o próprio regimento interno da suprema corte. Barbosa foi de encontro ao que determina o artigo 317 do regimento. Segundo esse artigo, nenhuma decisão tomada por outro ministro de forma monocrática pode ser revogada também de maneira individual por meio de agravo de instrumento. Isso somente ocorreria em decisão das turmas ou mesmo do plenário do Supremo Tribunal Federal. A possibilidade de um ministro derrubar uma decisão de outro, por meio de agravo, só poderia ser admitida, conforme o regimento interno, após a opinião do ministro que tomou a decisão originária, o que não aconteceu neste caso.
Em sua decisão, Barbosa alegou que Lewandowski não havia ouvido o Ministério Público sobre a questão relacionada ao pedido de trabalho de José Dirceu. Na verdade, foi o próprio Barbosa quem usurpou os poderes do MP, uma vez que a Procuradoria-Geral da República não recorreu da decisão de Lewandowski, o que significa, portanto, que concordou com ela. Relembre-se, ainda, que Lewandowski não autorizou Dirceu a trabalhar, apenas determinou que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal analisasse seu pedido, uma vez que uma questão anterior, sobre suposto uso de celular na Papuda, negado por sindicância interna, havia sido superada.
Com a decisão de ontem, portanto, Barbosa agiu como representante plenipotenciário da Justiça no Brasil. Rasgou o regimento interno do STF, como se ele próprio fosse a lei, e usurpou poderes do MP. Ou seja: foi mais acusador do que os próprios acusadores – o que, diga-se de passagem, foi seu viés durante todo o julgamento da Ação Penal 470.
Mais grave ainda foi o fato de Barbosa – ele, sim – ter ignorado a posição do Ministério Público relacionado ao pedido de emprego de José Dirceu. Parecer da procurador Marcia Milhomens Sirotheau Corrêa, de 5 de fevereiro, ou seja de uma semana atrás, é favorável a que Dirceu, como qualquer réu condenado ao semiaberto, tenha o direito de trabalhar, assegurado em lei (lei mais aqui). Como Barbosa sabia que o juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais, não teria alternativa a não ser autorizar o trabalho externo, manobrou para alongar o regime fechado de um condenado ao semiaberto.
A questão é: o que move Joaquim Barbosa a agir, flagrantemente, fora da lei? Ao que tudo indica, ele já é hoje mais candidato do que juiz – o que talvez sempre tenha sido. Na última semana, em entrevista ao jornalista Otávio Cabral, de Veja, Marco Aurélio Mello afirmou que Barbosa lhe confidenciou que deixará o STF para um projeto político. Na coluna Panorama, também de Cabral, foi publicada a informação de que assessores de Barbosa levantaram dados sobre os benefícios a que ele terá direito em caso de aposentadoria precoce.
Sendo candidato à presidência da República, ou a qualquer outro cargo, Barbosa pode estar buscando justamente o confronto. Nada seria melhor para um presidenciável do que deixar a suprema corte "vitimizado".
Por tudo que fez até agora, Barbosa já deixou claro que jamais deveria ter sido nomeado ministro de uma suprema corte. Mereceria, na verdade, um pedido de impeachment, como já foi cogitado recentemente pelo senador Wellington Dias (PT-PI). Mas, talvez, seja exatamente isso que ele esteja buscando, para retornar à ribalta, em período eleitoral, como salvador da pátria.