sábado, 19 de abril de 2014

Senador Alvaro Dias abre o jogo: ordem é alimentar noticiário ruim contra Dilma.

:

Paraná 247 - Qual é a principal missão da oposição nos dias atuais? O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um de seus principais líderes, responde. "Precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa", disse ele, numa rápida entrevista ao Blog do Noblat. "A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução."

Ou seja: Dias, praticamente, abriu o jogo. A ordem é alimentar notícias negativas – o que tem dado certo, a julgar pelo que se lê em jornais e revistas – e usar a CPI da Petrobras, cuja instalação será decidida pela ministra Rosa Weber, na próxima terça-feira, para "desconstruir" a imagem do governo.

Leia, abaixo, a íntegra do depoimento de Dias a Gabriel Garcia, publicado no Blog do Noblat:

A presidente Dilma continua na frente nas pesquisas de intenção de votos. Caiu um pouco, passando de 40%, em março, para 37%, segundo o Ibope. Isso é desanimador para a oposição?
Pelo contrário. Os eleitores só vão se preocupar com eleições após a Copa. E vale verificar o ambiente hoje do país. A insatisfação da população com o governo é grande. Isso tende a trazer votos para a oposição.

Então o importante é que ela continue caindo, ainda que pouco?
Há forte tendência de queda de Dilma, verificada a cada pesquisa. Essa tendência vai se avolumar com o noticiário negativo. São as más notícias que desgastam e derrubam o governo. Temos um tempo de maturação para que esse noticiário reflita nas intenções de voto.

Mas a oposição não tem conseguido usar essa insatisfação a seu favor. O que fazer?

A oposição tem que ter clareza no discurso e ser mais afirmativa. Tem que se apresentar como alternativa real de mudança e convencer o eleitoral. Ao mesmo tempo, precisamos desconstruir a imagem do governo, alimentando o noticiário negativo com ação afirmativa. A instalação da CPI da Petrobras vai ajudar nessa desconstrução.

Escolhido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) como futuro ministro da Fazenda caso seja eleito o economista Armínio Fraga, o Anti Pobre diz que as pessoas não devem ter acesso a mais produtos.

AntiPobre

“O salário mínimo está muito alto”, afirmou o economista. Segundo ele, isso “engessaria o mercado de trabalho”. Ou seja, na visão de Fraga a valorização do salário prejudica a economia, pois faz com que as pessoas tenham acesso a mais produtos.

Escolhido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) como futuro ministro da Fazenda -caso o mineiro seja eleito -Armínio Fraga tratou de explicar quais seriam as “medidas impopulares” que seriam tomadas.
Não por acaso, Fraga é autor de uma medida extrema enquanto foi presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso: a alta dos juros para 45%. Ele defendeu o senador mineiro. ” O custo de tomar as medidas por ventura impopulares é muito menor do que o de não tomar. As pessoas têm de cair na real“.

Em entrevista a TV Estadão, o economista aproveitou para criticar a aproximação do governo federal com lideranças socialistas. “Essa estranha predileção por regimes autoritários como Cuba e outros regimes exóticos não tem trazido nenhum benefício ao Brasil. O país não precisa ter diálogos com a Venezuela, por exemplo”.

A fala de Fraga versa com a opinião de Aécio, que nessa semana foi contundente em afirmar que, se presidente, acabará com o bloco econômico Mercosul, onde o Brasil é líder.

Sobre o modelo econômico ideal para resgatar um novo país, Fraga traz à memória a ideologia mais famosa do PSDB. ”Em vários casos, pode caber privatização. A agenda da infraestrutura é muito ampla -inclui portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, energia, telecomunicações, saneamento. Inclui praticamente tudo da nossa infraestrutura”.

O “arrocho econômico”, tão falado pelos tucanos, também ganha uma conotação explosiva na entrevista de Fraga, principalmente no que diz respeito ao fim do bolsa família. Tático, ele não responde se o aperto fiscal atingiria o programa, mas deixa claro que há uma discussão sobre como o dinheiro designado ao social está sendo aplicado. “É uma carência no debate: para onde vai o dinheiro? Qual o impacto distributivo de tudo isso? É um ótimo tema para encarar de frente”.

Sobre as possíveis reformas adotados pelo governo do PSDB, Fraga timidamente elogiou o modelo petista ao afirmar que a reforma trabalhista não é urgente tal como a tributária. “O Brasil, bem ou mal, está com o desemprego baixo. Talvez não seja um tema tão urgente quanto o da reforma tributária”.
fonte:Fofoki

Resistência de Dilma e seu governo intriga oposição


Divulgação:

247 – Os números das pesquisas eleitorais não estão especialmente bons para nenhum dos presidenciáveis e não presidenciáveis estampados no noticiário político. Mas entre os pré-candidatos Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos, e o "me sinto realizado" ex-presidente Lula, alguém vai ter de ganhar as eleições de outubro. Por mais ou menos que se torça para uma ou outro, é forçoso revelar o que não transparece em análises à disposição na mídia tradicional: a resistência do governo e de sua política econômica ao cerco de números e críticas é maior do que se pensava.
No resumo de resultados das últimas pesquisas Ibope e Vox Populi, o que se tem, ainda e mais uma vez, é a vitória em primeiro turno da presidente Dilma Rousseff. Ela alcança um índice próximo aos 60 por cento das intenções de votos válidos. A parte essa fotografia, vê-se mais detidamente a elevação das declarações de votos brancos e nulos, que já seriam a segunda força da eleição. Também se observou uma diminuição das intenções de voto a Lula, que estaria somente quatro pontos acima de Dilma no Ibope. Houve seguidos destaques sobre a queda da avaliação do governo federal, que chegaria agora ao menor nível, com 36% de ótimo e bom na pesquisa CNI - contra 43% no levantamento anterior – e um recorde de 27% de avaliações ruim e péssimo. Está posto, então, que o governo se desgastou.
Mesmo com todos esses ingredientes a favor, porém, por que raios a oposição a Dilma não cresce. No Ibope, o presidenciável tucano Aécio Neves conseguiu, com 14% de intenções, um ponto a mais do que na pesquisa anterior, e Eduardo Campos manteve 8%. O fato político maior, neste momento, está aqui. Não falta exposição para Aécio e Campos. Ambos são políticos de longa cepa, conhecidos de longa data do público. Será que a questão deles com o que as pesquisas mostram nesse momento é exatamente essa?
Lançado por FHC, Aécio faz questão de relembrar e defender o governo do ex-presidente, prestigiar alianças as mais variadas entre as oposições e empreender uma dura luta parlamentar contra o governo Dilma. O presidente do PSDB, em franca atividade, vai mostrando o melhor de si mesmo, mas igualmente sofre com revéses alheios à sua vontade. É difícil descolar a imagem do partido ao escândalo Alstom-Siemens de distribuição de propinas em São Paulo ou livrar o candidato da crítica à escolha do ex-ministro Pimenta da Veiga ao governo de Minas. Sabia-se que Pimenta era vulnerável, mas o comando do partido não levou esse componente em consideração. O PSDB, com o atual discurso, ainda não ganhou os pontos que já esperava obter a esta altura do campeonato.
O presidenciável Eduardo Campos anuncia, agora de casamento consolidado com a ex-ministra Marina Silva, que irá percorrer 150 municípios para buscar seu mais conhecido. Dele pode-se dizer que ainda não está no domínio do eleitorado das regiões Sudeste e Sul, especialmente, mas mesmo onde tem seu berço político, no populoso Nordeste, Campos consegue obter mais intenções do que Dilma. E muito menos frente a Lula.
Um fenômeno, se se quer achar algum a esta altura da eleição, é a incapacidade mostrada até aqui pela oposição de galvanizar as agruras do governo num voto de troca. No frigir dos ovos das pesquisas, o governo que é criticado continua a ser o representante da mudança. Os números das pesquisas mostram essa situação ambígua, porém real. Todos os levantamentos tem colocado sempre, e sem incômodos até aqui, desde o início da atual gestão federal, Dilma e Lula na liderança, com índices altos o suficiente para vencerem quaisquer outros em primeiro turno.

Os ataque da oposição ao governo – e as críticas veiculadas pela mídia tradicional à política econômica – não são novidades. Este cenário está dado há pelo menos dois anos. A novidade é que o governo, Dilma e Lula se mostram bem mais resistentes do que gostariam seus adversários.

‘Nova política’ no discurso, velha política na prática


Júlia Duailibi - O Estado de S.Paulo

O pré-candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, quer construir a imagem de um candidato com uma proposta alternativa para o País, num momento em que o eleitor já estaria cansado da polarização PSDB-PT.

Quer se mostrar como alguém da “nova política”, expressão usada por ele para criticar o fisiologismo e a política de alianças que os  demais partidos fazem Brasil afora.


“Eu e Marina estamos desconfiados de que a resposta que o Brasil vai dar a essa proposta da nossa aliança é que ele quer mudar e construir uma nova política. O lugar que cabe à velha política, ao fisiologismo, ao patrimonialismo, é na oposição porque lá eles não sobrevivem”, declarou o ex-governador de Pernambuco, na segunda-feira, quando foi lançado pré-candidato do seu partido ao lado da ex-senadora Marina Silva (Rede), que será vice na sua chapa.

Dois dias depois dessa declaração, Campos deixou de lado a conveniente retórica eleitoral e adotou o discurso da política possível, ou seja, da política real, ao falar da eventual aliança entre PSB e PSDB na eleição para o governo de São Paulo.

“Não vamos atropelar direção de Estado nenhum, muito menos a de São Paulo”, afirmou ontem em Campinas, segundo a Folha, ao lado do prefeito Jonas Donizette, que é do PSB e que defende, assim como todos os demais dirigentes locais do partido, a aliança para reeleger o governador tucano Geraldo Alckmin.

A declaração de Campos poderia ser lida da seguinte maneira: Não vamos fazer uma política diferente, vamos fazer a política de sempre: a que for conveniente para o partido nos Estados, independentemente de questões programáticas.

Com a desculpa de que não vai “atropelar” a direção do PSB nos

Estados, Campos dá o sinal verde para o seu partido apoiar Alckmin, à revelia de Marina. Pouco importa se o PSDB de Alckmin é adversário de Campos na disputa nacional ou se faça uma política de alianças (que inclui PP, de Paulo Maluf, e PSC, de Marcos Feliciano) criticada por ele e sua vice.

O que importa é manter a participação do PSB no governo paulista e, se Alckmin for reeleito, assegurar um naco da futura administração. Além disso, o PSB na vice do tucano, com o deputado Márcio França, significa um palanque forte para Campos no maior colégio eleitoral do País.

Campos pode até falar de uma nova política. Mas, por enquanto, faz a velha.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Governador Eduardo Campos usa obras da União para se promover

:

Pernambuco 247 - O líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE), acusou o governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, de usar obras realizadas em Pernambuco com participação da União para propaganda política pessoal. De acordo com o petista, o governador tem realizado a inauguração de obras que “contam com recursos da União, sem mencionar os investimentos federais, e sem convidar integrantes dos ministérios para participação nos eventos”. O PT já havia manifestado, em janeiro, o desejo de ter uma presença maior nas inaugurações realizadas em Pernambuco.
Para exemplificar a crítica, Humberto usou a inauguração do museu Luiz Gonzaga e do Hospital Mestre Vitalino, ambos previstos para serem inaugurados nesta quinta-feira (3). Nenhuma das obras está pronta, mas as duas estão devem ser inauguradas durante a maratona realizada por Campos antes da saída do socialista do Governo de Pernambuco, prevista para esta sexta-feira (4).
“Amanhã (hoje), o governador Eduardo Campos vai inaugurar sozinho o museu Luiz Gonzaga, sem a presença de representantes do Governo Federal, sem a presidente Dilma Rousseff [PT] e sem o ex-presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva (PT)], que manifestou várias vezes o desejo de comparecer”, criticou Humberto, nesta quarta-feira (2), em entrevista para a rádio Olinda.
No caso do Hospital Mestre Vitalino, Humberto afirmou que, além de contar com recursos federais, dos R$ 74 milhões investidos, mais de R$ 35 milhões vieram de emendas que ele mesmo apresentou. Entretanto, nem o Ministério da Saúde nem a bancada federal foram informados da inauguração. A unidade deve atender 1,7 milhão de pessoas de 52 municípios do Agreste.
O PT já havia manifestado o interesse em trazer membros nacionais para as inaugurações de obras em Pernambuco. A ação teria como objetivo marcar a presença da legenda no Estado, considerado reduto eleitoral de Campos, que disputará a Presidência da República contra a presidente Dilma, que tentará a reeleição no pleito de outubro.
Apesar das críticas, Humberto reforçou o compromisso da União com Pernambuco, e disse esperar do vice-governador João Lyra (PSB) uma relação pacífica entre os governos Estadual e Federal. Lyra assume o Governo de Pernambuco na próxima sexta-feira (4), quando Campos deverá se desincompatibilizar do cargo para disputar a eleição presidencial.

“Queremos fazer as parcerias de que Pernambuco precisa. Lyra tem todas as condições de, nesse período de nove meses, deixar uma marca positiva em Pernambuco. Na medida em que ele tenha um bom relacionamento com o Governo Federal, isso tem tudo pra acontecer”, afirmou Humberto.

terça-feira, 1 de abril de 2014

1º de abril do PT mostra 13 mentiras contra Dilma

247 - O dia 1º de abril é considerado o dia da mentira, quando tradicionalmente as pegadinhas correm soltas mundo afora. O Partido dos Trabalhadores, porém, resolveu ir na contramão e postou, na página da presidente Dilma Rousseff que administra no Facebook, uma lista que chama de "13 mentiras que contam para você sobre o governo Dilma Rousseff".
Na postagem, estão os temas centrais do discurso da oposição, como paralisação da economia, investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), inflação em alta, sucateamento da indústria, descaso com a saúde, piora nos indicares da educação, aparelhamento da máquina pública, descontrole das finanças públicas, má gestão das empresas estatais, investimento no Porto de Mariel, em Cuba, investimentos em infraestrutura, obras da Copa e crise no setor energético.

A lista rebate cada uma das críticas e, 12 horas depois de ter sido publicada na página pessoal da presidente na rede social, contabilizava mais de 2,1 mil compartilhamentos e mais de 3 mil curtidas. Veja aqui o post com as 13 mentiras da oposição sobre o governo Dilma, segundo o PT.

STF julga ação contra o aumento do ICMS no governo de Eduardo Campos.

O Supremo Tribunal Federal (STf) irá analisar, nos próximos dias, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a cobrança pelo Governo do Estado de Pernambuco do imposto de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na conta de luz.
A ação no STF foi protocolada pelo Partido Progressista (PP) em nome do deputado federal Eduardo da Fonte. De acordo com o progressista, o Governo de Pernambuco aumentou de forma ilegal o ICMS na conta de luz. A ilegalidade, segundo ainda o parlamentar, faz com que a população não sinta no bolso a redução de 20% na conta de luz dada pelo Governo Federal em janeiro de 2013.
“Não gostaríamos de seguir esse caminho para resolver o problema. Mas o Governo de Pernambuco deve usar o bom senso. Aumentar o ICMS na conta de luz para compensar a redução que o Governo Federal deu na energia elétrica é uma injustiça com o povo pernambucano. O Governo Federal deu com uma mão e o Governo de Pernambuco tirou com a outra”, ressaltou o deputado.

Da Fonte garantiu que encaminhou ao Governo do Estado, no dia 23 de dezembro de 2013, documento informando sobre a ilegalidade da cobrança. Porém, o governo ignorou o comunicado. O ministro relator da matéria será Dias Toffoli, indicado para o STF pelo ex-presidente Lula. A ação também atinge mais três estados: RS, MT e SP.