
Região pobre e esquecida
pelo estado o sertão do Araripe amarga atraso e desprezo por todos os
governadores que já passaram pelo palácio das princesas, não temos nem
água e os investimentos que o governo do estado trás para nossa região é
o obrigatório que está na Constituição Federal de 1988 é o básico
estrada, escola e na seca escaldante e humilhante carros pipas. Graça a
força do sertanejo o gesso tem gerado emprego e renda e virou polo ,
juntamente com o mel e a mandioca, os dois últimos dependem de água e
com a pior seca dos últimos 60 anos nem maniva temos para replantar as
serras, e nem flores para as abelhas produzir o mel, ficamos a mercê do
El Nino que de 07 em 07 anos maltrata a região.
No município de Bodocó
praticamente acabou o gado leiteiro, a força realmente da região é o
gesso mais que vive uma crise permanente e sem fim, com o preço do
gesso calcinado que não acompanha o aumento dos subsídios, o custo com a
matriz energética, folha de pagamento, energia elétrica, sacaria e
impostos. Na energia elétrica o governador Eduardo em campanha prometeu
diminuir o ICMS que é de 25% em cima da conta, mais ficou só na
promessa.
Alguns falam que
industrias não vem para nossa região por causa da distância com o grande
centro e esquecem que o governo federal, transformou a amazônia em uma
zona franca para desenvolver o estado, levando para lá centenas de
fábricas de televisores, motocicletas, celulares, eletroeletrônicos etc.
E porque não fazer uma zona franca no Araripe ? melhorando as estradas e
terminando a transnordestina e colocando água nas torneiras que são
gargalos para o desenvolvimento, com isenção de impostos e apoio
qualquer empresa com certeza se instalaria na região. Quando estava
interinamente como prefeito Alexandre falou em uma faculdade de
medicina, se trouxer a de enfermagem a cidade agradece serão só no
primeiro vestibular 100 vagas e com certeza virão muitas pessoas morarem
aqui para consumir. lembrando do aeroporto regional do Araripe que
também ajudaria e muito desenvolver nossa cidade, que também é um
gargalo no desenvolvimento da região. (Por Dante Arruda)