segunda-feira, 29 de outubro de 2012

PSB já tem o seu discurso de rompimento

 
Vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral já não esconde mais qual deverá ser o discurso que balizará o provável rompimento entre a sua legenda e o projeto nacional do PT, encabeçado atualmente pelo governo da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, o dirigente admitiu que os socialistas trabalham com a nacionalização de uma imagem administrativa, que prioriza a descentralização de investimentos e a modernização da gestão pública. Pontos que se chocam com o modelo governamental petista.
Posições assumidas pelo PSB em questões como a redistribuição dos royalties da camada Pré-sal, redefinição da gestão da saúde pública e, mais recentemente, o debate do novo pacto federativo podem – caso não sejam respondidas a contento pelo Governo – gerar um ambiente de instabilidade entre socialistas e petistas.
“Se todas as nossas ideias fossem iguais às do PT, não haveria necessidade de se ter um PSB”, sintetizou Roberto Amaral, destacando que os socialistas seguirão defendendo suas posições, mesmo que o governo Federal bata o pé sobre cada um desses pontos.
A grande maioria dos governadores de Estado e prefeitos compram o discurso socialista, que vislumbra um horizonte mais otimista com a divisão de parte do bolo tributário, hoje concentrado na União.
Tanto que Roberto Amaral destaca que uma provável necessidade de se implantar um regime administrativo mais próximo dos anseios desse momento “pós-Lula” pode alavancar uma candidatura do PSB à Presidência da República, com o governador Eduardo Campos como cabeça de chapa. “Não está descartada”, finalizou o dirigente.