A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu,
nesta terça-feira (9), que o governo Lula, entre 2003 e 2005, por meio
da atuação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, comandou um
esquema criminoso para a compra de apoio político no Congresso. Os
ministros chegaram à conclusão que Dirceu, com o ex-presidente do PT,
José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, e o grupo do empresário
Marcos Valério, cometeram corrupção ativa ao esquematizar o desvio de
recursos públicos que, misturados a empréstimos bancários fraudulentos
foram utilizados para a compra de apoio político. Com esse julgamento, o
STF rejeitou a tese da defesa de que houve caixa dois eleitoral,
defendido pelos acusados nos últimos sete anos e rebateu, inclusive, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que classificou o mensalão de
"farsa". Com a sessão desta terça, a Corte já condenou 25 dos 37 réus
por crimes como corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, peculato
e gestão fraudulenta. Além da cúpula petista, estão entre eles líderes
do esquema como Marcos Valério, a dona do Banco Rural, Kátia Rabello,
além de Roberto Jefferson e dos deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e
João Paulo Cunha. Foram inocentados cinco réus: Geiza Dias, funcionária
de Valério, Ayanna Tenório, do Banco Rural, Antonio Lamas, do ex-PL
(atual PR) e os ex-ministros Luiz Gushiken e Anderson Adauto, por falta
de provas.