Um novo estudo, desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa permite mudanças na utilização da água de poço. O sistema integrado de produção de água potável, projeto Água Doce, desenvolvido pela Embrapa Semiárido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e outras instituições leva para famílias do Semiárido água de boa qualidade. No semiárido, cerca de sessenta por cento dos poços apresentam teores de sais acima do limite aceitável para o consumo humano.
Como o novo estudo, além da dissalinização o agricultor também pode fazer uma criação de tilápia e o cultivo da planta erva-sal, que é ministrada na forma de feno, combinada com outra forrageira para engorda de caprinos e ovinos. A água dos poços subterrâneos é tratada por um equipamento de dessalinização e parte dessa água é transformada em potável de boa qualidade para consumo humano. A outra parte, o rejeito, a concentração de sal atinge níveis muito elevados e a pesquisa da Embrapa está utilizando esse rejeito para a criação de peixes e irrigação de uma planta conhecida como erva-sal.
Os peixes, da espécie tilápia rosa, são criadas em dois tanques com capacidade de 330 m3 cada um. O manejo da criação dos peixes permite a obtenção de peixes prontos para a comercialização com peso variando entre 650-700 g a cada seis meses.
O rejeito dos tanques, fertilizado com o estrume dos peixes, é utilizado para irrigar a erva-sal. Essa planta consegue ser produtiva em solos salinos e ainda retirar sais do terreno onde é cultivada. A erva-sal alcança índices produtivos semelhantes aos de outras plantas forrageiras, como a alfafa e tem boas propriedades nutricionais para os caprinos e ovinos.