domingo, 3 de julho de 2011

Todos querem ganhar a Prefeitura de Petrolina

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. A famosa frase de Euclides da Cunha em sua obra “Os Sertões” serve como inspiração para análise das conjunturas daquela região. Com 1.084.915 eleitores (segundo estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral, em 2010), divididos em 56 municípios, o Sertão tende a vivenciar disputas acirradas e polarizadas nas eleições do ano que vem, especialmente entre candidatos do PSB, PTB e PR, legendas que comandam 44 dessas cidades. Faltando pouco menos de um ano para as convenções partidárias, a última matéria da série sobre os preparativos para 2012 expõe as relações deste trio, cujas disputas a nível municipal poderão surtir efeitos para 2014, na eleição estadual.

De todo o eleitorado sertanejo, 371.805 eleitores estão no Sertão do São Francisco, sendo que 166.299 votam em Petrolina, o sexto maior colégio eleitoral do Estado. Estes números ajudam a entender o interesse dos partidos da Frente Popular de Pernambuco no município, comandado pelo prefeito Julio Lóssio, filiado ao PMDB, que faz oposição branda a nível estadual. O gestor, eleito em 2008, com 73.252 votos, é candidato natural à reeleição, mas pode não ter vida fácil na tentativa de renovar o mandato. Embora se esquive de tratar sobre eleições, alegando que ainda tem um ano e meio de gestão, Lóssio assiste à movimentação de pré-candidatos no campo governista, que disputam a preferência e o apoio do governador Eduardo Campos (PSB).

Um deles é o do deputado estadual Odacy Amorim (PSB). Eleito vice-prefeito em 2004, assumiu a prefeitura dois anos depois, com a saída do então titular, Fernando Bezerra Coelho (PSB), que assumiu a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico. Naquele pleito, a dupla integrava o PPS. Odacy ficou dois anos no cargo, mas acabou preterido pelo partido e não pode disputa a reeleição. Os socialistas apoiaram novamente a candidatura do deputado federal Gonzaga Patriota, que obteve 46.752 votos e acabou derrotado. O parlamentar já havia perdido em 2000 e 2004, ambas para Bezerra Coelho. 
Por Manoel Guimarães
Da Folha de Pernambuco