A presidente Dilma Rousseff admitiu hoje que o governo federal tem dificuldades, mas investe em fiscalização, inteligência, integração e reforço de tropas para monitorar os 17 mil quilômetros de fronteiras do País. Em seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta", Dilma destacou o Plano Estratégico de Fronteiras, lançado há um mês, e duas operações que fazem parte dele, a Sentinela, que segundo ela passou esse ano a contar com o dobro de agentes, e a Ágata, desenvolvida de maneira localizada e que "tem como marca a surpresa". "O tamanho do Brasil e a diversidade da nossa geografia são os grandes desafios para a segurança na fronteira brasileira", disse. "Mas estes desafios não nos assustam, vamos usar diversos modos de ação para enfrentá-los."
A presidente afirmou que, de forma inédita, o Plano Estratégico de Fronteiras integra forças civis e militares sob um comando comum, o Centro de Operações Conjuntas. "As operações contam com dados produzidos pelos órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência", explicou. "É impossível imaginar que quase 17 mil quilômetros de fronteira possam ser monitorados só com policiais e soldados. Por isso, falei sobre inteligência, sobre usar informações e ter equipamentos que permitam planejar as ações", disse. Dilma contou ainda que o Ministério da Defesa estuda um sistema de fiscalização por satélite, o SisFron.