quinta-feira, 28 de julho de 2011

Novo programa de irrigação pública para o semiárido será lançado nesta sexta-feira


A Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, deve anunciar nesta sexta-feira (29) um novo programa de irrigação pública para o Semiárido brasileiro durante a apresentação do balanço oficial de seis meses do PAC. A novidade foi anunciada pelo Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, durante a abertura da 22ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri).
“Não houve política pública nenhuma, desde o nascimento da Sudene, que tenha contribuído com melhores resultados para geração de emprego e renda do que investimentos na agricultura irrigada no Semiárido. Apresentei à Presidenta relatórios de consultores internacionais e nacionais, indicado que nos 300 mil hectares de infraestrutura de perímetros públicos no Semiárido, são gerados R$ 500 milhões/ano em impostos estaduais e federais, além de 550 mil empregos diretos. Não tem segmento da nossa economia, nenhuma indústria, que produza tanto emprego e renda quanto a agricultura irrigada”, disse. Ainda de acordo com Fernando Bezerra Coelho, o programa é “ambicioso” e que vai gerar mais emprego e renda, será lançado no início de setembro.
Ainda na ocasião, FBC falou sobre recursos para a Bahia. “Queremos nesses próximos 4 anos poder contratar, implantar e iniciar operação de mais de 70 mil hectares em território baiano. É mais do que a Codevasf tem em perímetros irrigados na Bahia! Vamos investir até 2014 mais de R$ 1,5 bilhão no estado!”, garantiu, falando depois sobre o caso do Mandacaru – obra iniciada durante o governo Lula.
“Hoje tive a alegria de ver finalizada a obra do Mandacaru e que foi um dos primeiros da região. Até pouco tempo, lá se trabalhava com o ultrapassado sistema de irrigação por inundação, consumindo água e energia e não permitindo prosperidade dos pequenos. Convertemos para o de aspersão e gotejamento, reduzimos o consumo de água em 50% e o de energia em 35% e esse exemplo será levado para os outros. Vamos precisar de apoio dos prefeitos, produtores, sindicatos, universidades, pesquisadores, para que não percamos essa oportunidade de escrever uma nova historia do desenvolvimento do nordeste!”, finalizou.