segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rolo compressor do governo aprova PEC da reeleição por 39 votos a 9

Tenso. Esse era o clima do plenário da Assembleia Legislativa (Alepe) durante esta tarde (20). Também, não era para menos. Na pauta, a polêmica PEC que garante a reeleição da Mesa Diretora. Os deputados, que costumam circular abertamente na Alepe, evitaram exposições. Preferiram ficar sentados em suas cadeiras, aguardando a realização da votação. As conversas paralelas eram rápidas e os olhares, serenos. Estava tensa a Assembleia nesta tarde.

Ainda no Pequeno Expediente, o desconforto gerado pela polêmica gerou discursos e apartes, alguns em tom de lamento. Outros mostrando posição quanto ao assunto. Isaías Régis (PTB) reforçou que o partido não é contra a pessoa do deputado Guilherme Uchoa (PDT) e nem contra o Governo, mas que é preciso "oxigenar" a Mesa Diretora da Alepe. Já Maviael Cavalcanti (DEM) observou que a aprovação fraqueja ainda mais a independência do Poder.

Por meio de uma determinação da presidência, a população não pode assistir, das galerias, a sessão desta tarde, o que gerou revolta até de alguns parlamentares. Daniel Coelho (PV) criticou a medida de fechar as porta para impedir o ingresso do povo na Casa. 

Um grupo de manifestantes contrários à PEC foi impedido de conferir a votação da proposta. Liderados pelo presidente estadual do PSOL, Edilson Silva, os protestantes escutaram de servidores da Alepe que as galerias da Casa estavam cheias, quando, na verdade, nem um pé de gente tinha.

Os votos foram proferidos de forma seca. Os "sins" e os "nãos" eram ditos sem a exposição de defesas. Após a contagem da primeira discussão, Uchoa - que evitou pisar no plenário no primeiro momento, apareceu e creditou seu voto à favor da PEC. Acabada a sessão, a grande maioria dos deputados deixaram o plenário com o sentimento de desconforto.  
fonte:folha