A pesquisa Sonho Brasileiro, que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com “oportunidades para todos”; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.
O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais “pontos de conflito” em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como “realização pessoal” e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.
- Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. [...] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.
Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como “sonhadora”, outros 31% a definiram como “consumista”. Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.
A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o “país do futuro”, e sim o país “do presente”. Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no “país das realizações”, como apostam 46% dos entrevistados.
portal r7