quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Para arquibancadas: Brasil ignora ameaça paraguaia

Segundo avaliação do governo Dilma Rousseff, a ameaça do presidente paraguaio Frederico Franco é mais um discurso para seu público interno do que uma medida para ser colocada em prática. Assessores presidenciais afirmam que o tratado da usina binacional de Itaipu prevê que o Brasil deve comprar toda energia considerada 'excedente' que é produzida pela hidrelétrica de propriedade do Brasil e do Paraguai. O Paraguai poderia deixar de vender essa energia ao Brasil caso ele conseguisse consumi-la. Só que, hoje, aquele país consome apenas cerca de 5% da energia produzida por Itaipu.
De acordo com a avaliação do governo Dilma, o presidente Franco tem de dar uma resposta à sua população, incomodada pelo isolamento que os países vizinhos impuseram a Assunção desde a deposição de Fernando Lugo. A ameaça de Franco, que também vale para a usina que o país tem em sociedade com a Argentina, seria uma forma de mostrar aos paraguaios que seu país buscar reagir a esse isolamento. Com isso, tenta conquistar o apoio interno.