domingo, 9 de outubro de 2011

Praga que provoca prejuízos na cultura do caju atinge três estados do nordeste

É o oídio do cajueiro, ou Oidium anacardii, uma doença que, nos últimos anos, vem provocando graves perdas para a cultura do cajueiro, afetando a produção da amêndoa e do pseudofruto (pedúnculo).  De acordo com o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, no Ceará, Emilson Cardoso, o oídio está presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.
Para reduzir os danos causados pela doença, pesquisadores  estão realizando reuniões técnicas e divulgando ações emergenciais de prevenção. Os sintomas do oídio são: folhas maduras com pó branco ou acinzentado na face superior; folhas jovens com o mesmo pó, mas com deformações; superfície do pedúnculo jovem com aspecto grosseiro e pedúnculo maduro com cicatrizes e rachaduras que expõem um tecido de coloração esbranquiçada. Pode ocorrer ainda abundante produção de espuma no local afetado. As plantas em viveiros também podem ser atacadas pelo oídio.
Dessas reuniões surgem as formas de orientação e ajuda para auxiliar os produtores a combater essa doença. As primeiras coisas que devem ser feitas pelo produtor são a pulverização das plantas preventivamente no início do ataque, empregando enxofre e água (caldo). Repita as aplicações com intervalos de sete dias até a completa formação dos frutos.
A dose deve ser de 500-600g de enxofre por 100 litros de água e o volume da calda de 800 a 1000 litros por hectare. Não associe óleos minerais ao produto ou à calda. Mexa a calda constantemente e utilize-a no mesmo dia da preparação.