No próximo dia 26, quarta-feira, não haverá decisões no Tribunal de Contas da União porque o dia é de solenidade. É quando a corte se reúne para dar posse a deputada federal Ana Arraes (PSB-PE). Quarta é o dia em que normalmente o pleno se reúne para discutir e julgar processos importantes e que dizem respeito direitamente a dinheiro público. Mas somente nessa quarta, do dia 26, a presidente Dilma Rouseff terá um espaço na agenda para acompanhar a posse da nova ministra.
A sessão é meramente solene. Ana Arraes já deverá estar por dentro de seu trabalho porque uma semana antes, no dia 20, haverá a sessão administrativa. Questões relacionadas a Ministério do Planejamento, Ministério Público da União (MPU), justiça federal, e secretarias municipais do Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro e Rondônia estarão na mesa da nova ministra. Ana Arraes já afirmou que irá se considerar impedida quando o assunto do processo for o governo de Pernambuco, já que Eduardo Campos (PSB) é seu filho.
A deputada será a terceira ministra pernambucana da corte. "Isso não vale nada. Lá a representação não é por estado, é só uma coincidência. Ano passado tínhamos três do Ceará, não muda nada", minimiza o ministro José Múcio, também de Pernambuco, que junto com José Jorge forma o grupo de três ministros nascidos no estado. A indicação de Arraes, nas palavras do ministro, "foi uma excelente escolha". Múcio só irá se aposentar em 2019. Já a aposentadoria de José Jorge está mais perto, será em 2014. O ministro foi indicado pelo Senado Federal, e é quem irá decidir o nome do substituto. Mas essa briga não deverá movimentar tanto Brasília quanto a indicação da mãe do governador.informações de magno martins