Cerca de 50 integrantes da base do Partido dos Trabalhadores aguardavam por volta das 23h no Aeroporto Internacional Senador Nilo Coelho, em Petrolina, a chegada da mais nova liderança a ingressar na legenda: o deputado estadual Odacy Amorim. Em entrevista coletiva à imprensa regional, o ex-socialista destacou que sair do PSB foi a decisão mais difícil em sua vida e explicou porque teve de tomá-la.
“O PSB é forte em lideranças, mas não em abertura para discutir suas questões. Faziam um coro dizendo que só discutiam [candidaturas] no próximo ano e eu dizia que era importante fazer isso para evitar feridas do amanhã. A discussão para mim era ter saído a provisória. Cheguei a dar entrevista dizendo que ficaria no PSB porque foi feito um acordo e nele nos teríamos uma executiva plural. O presidente seria uma pessoa indicada pelo partido e nos teríamos aqui 4 lideranças – Gonzaga Patriota, Ranilson Ramos, Fernando Filho e eu. Não houve e eu respeito isso. Mas não posso admitir que me subestimem porque tenho origem de agricultor, sertanejo, filho do povo, que não me chamem para um debate”, declarou,
Ele alega que ainda que tenha saído, o PSB segue de portas abertas para ele e que pelo menos de sua parte, não há brigas. “Estou provocando um ‘distensionamento’ (sic), porque pra mim o partido vem tensionado desde que cheguei a ele. Ontem conversamos eu o presidente [estadual do PSB], Milton Coelho - que embora tenha tido arranhões na questão de 2008, é uma pessoa que respeito. E ele gostaria da minha permanência, mas mostrei que o tempo que poderia esperar esgotou, 30 de setembro. Portanto não fica confusão, briga, da minha parte”, destacou.
Tanto é que o parlamentar não crê que a legenda lhe tire o mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco. “Não espero que o PSB tire meu mandato, porque tem uma história. Eu acredito na liderança do governador Eduardo Campos e no dia em que ele terminar seu mandato, quero descer o Palácio das Princesas com ele. Mas sou de Petrolina, tive votação dessa cidade, cobram uma atitude minha. Essa atitude é optar pelo PT”, disse.
Odacy também acredita que no PT, ele tenha a voz que nunca teve no PSB. “Tenho sonho de voltar a ser prefeito, mas nunca o construí atropelando ninguém. Acredito que o PT vai fazer todo o possível que for para me dar espaço, se for necessário, para disputar prefeitura. Humberto Costa abrirá espaço, com certeza, para discutir a minha pré-candidatura. Ele me dá abertura, inclusive, para construir uma candidatura dentro das discussões com a Frente Popular”, revelou.
Cota de gemidos
Segundo Odacy Amorim, a sua saída não era surpresa para o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Eu disse a Fernando aqui no Aeroporto há uns 40 dias que estaria muito provavelmente saindo do partido e nisso, gostaria de ir para o PT. Estive na casa do ministro sexta-feira passada, conversei com ele e com o deputado Fernando Filho, falamos sobre a situação e que eu avaliaria a situação. Na hora que ele parar para refletir, ele vai ver que eu precisava tomar essa decisão. Minha cota de gemidos chegou ao limite. Ele sabe que sou correto com ele, que toda minha trajetória minha é ligada a ele", defendeu-se
“O PSB é forte em lideranças, mas não em abertura para discutir suas questões. Faziam um coro dizendo que só discutiam [candidaturas] no próximo ano e eu dizia que era importante fazer isso para evitar feridas do amanhã. A discussão para mim era ter saído a provisória. Cheguei a dar entrevista dizendo que ficaria no PSB porque foi feito um acordo e nele nos teríamos uma executiva plural. O presidente seria uma pessoa indicada pelo partido e nos teríamos aqui 4 lideranças – Gonzaga Patriota, Ranilson Ramos, Fernando Filho e eu. Não houve e eu respeito isso. Mas não posso admitir que me subestimem porque tenho origem de agricultor, sertanejo, filho do povo, que não me chamem para um debate”, declarou,
Ele alega que ainda que tenha saído, o PSB segue de portas abertas para ele e que pelo menos de sua parte, não há brigas. “Estou provocando um ‘distensionamento’ (sic), porque pra mim o partido vem tensionado desde que cheguei a ele. Ontem conversamos eu o presidente [estadual do PSB], Milton Coelho - que embora tenha tido arranhões na questão de 2008, é uma pessoa que respeito. E ele gostaria da minha permanência, mas mostrei que o tempo que poderia esperar esgotou, 30 de setembro. Portanto não fica confusão, briga, da minha parte”, destacou.
Tanto é que o parlamentar não crê que a legenda lhe tire o mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco. “Não espero que o PSB tire meu mandato, porque tem uma história. Eu acredito na liderança do governador Eduardo Campos e no dia em que ele terminar seu mandato, quero descer o Palácio das Princesas com ele. Mas sou de Petrolina, tive votação dessa cidade, cobram uma atitude minha. Essa atitude é optar pelo PT”, disse.
Odacy também acredita que no PT, ele tenha a voz que nunca teve no PSB. “Tenho sonho de voltar a ser prefeito, mas nunca o construí atropelando ninguém. Acredito que o PT vai fazer todo o possível que for para me dar espaço, se for necessário, para disputar prefeitura. Humberto Costa abrirá espaço, com certeza, para discutir a minha pré-candidatura. Ele me dá abertura, inclusive, para construir uma candidatura dentro das discussões com a Frente Popular”, revelou.
Cota de gemidos
Segundo Odacy Amorim, a sua saída não era surpresa para o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Eu disse a Fernando aqui no Aeroporto há uns 40 dias que estaria muito provavelmente saindo do partido e nisso, gostaria de ir para o PT. Estive na casa do ministro sexta-feira passada, conversei com ele e com o deputado Fernando Filho, falamos sobre a situação e que eu avaliaria a situação. Na hora que ele parar para refletir, ele vai ver que eu precisava tomar essa decisão. Minha cota de gemidos chegou ao limite. Ele sabe que sou correto com ele, que toda minha trajetória minha é ligada a ele", defendeu-se
Ainda de acordo com o parlamentar, sua nova legenda é um dos maiores aliados do PSB - não havendo motivos para crise com o PT nem em Petrolina e nem em Recife, onde Fernando Bezerra chegou a sugerir que o partido socialista brasileiro lançaria uma candidatura para competir com o petista João da Costa. "Estou indo pra partido que não é adversário. É partido da presidenta, do ex-presidente Lula, de amigos como Isabel Cristina – com quem nunca tive discórdias. O Ministro serve ao Brasil, governado pelo PT”, destacou.