sábado, 19 de março de 2011

Número de mortos e desaparecidos no Japão pode chegar a 18 mil.


Sem abandonar as atividades de resgate e recuperação de cadáveres durante o período das réplicas, também se priorizam as tarefas para avançar gradualmente para certa normalidade, incluídas as moradias, missão que se dificulta pela escassez de combustível, entre outros problemas.

Na cidade costeira de Rikuzentakata, no município de Iwate, hoje começaram a ser construídas 200 casas temporárias no pátio de uma escola.
Enquanto isso, os esforços para aliviar a crise na planta Fukushima-1, no município de mesmo nome, somam outra jornada centrada em tratar de restabelecer os sistemas de esfriamento de vários de seus reatores a fim de evitar maiores vazamentos de radiação.

O nível do acidente ali elevou-se ontem de quatro a cinco, na escala INES, de sete. Esse último só foi aplicado ao ocorrido em Chernóbil.
Com isso, esta tragédia atingiu a mesma categoria que a ocorrida em Three Mile Island, Estados Unidos, em 1979.

Essa avaliação só aumenta as preocupações, também para além das fronteiras deste arquipélago, durante uma operação na qual joga-se água sobre a central para controlar o superaquecimento das piscinas usadas como combustível
O esfriamento é necessário porque um aumento na temperatura da água faz diminuir o nível dessa última, com a possibilidade de que as barras usadas de combustível fiquem expostas, motivo pelo qual poderiam esquentar mais, fusionar e emitir material altamente radiativo, no pior dos casos.

Com efeitos nos mercados financeiros internacionais e considerada a pior do Japão desde 1945, a crise iniciada no último dia 11 e ainda por resolver é um novo ponto de referência para os debates sobre uma revisão da segurança nesta indústria.