Por Edwina Gibbs e Chisa Fujioka
TÓQUIO (Reuters) - O Japão confronta na manhã de sábado (horário local) a devastação provocada pelo terremoto e o tsunami de sexta-feira na sua costa nordeste, onde ainda há incêndios e cidades parcialmente submersas. Pelo menos mil pessoas morreram.
O amanhecer --ainda noite de sexta-feira no Brasil-- deve revelar toda a extensão dos danos causados pelo tremor de magnitude 8,9 e pelo tsunami de dez metros de altura que varreu vilarejos e cidades.
Em uma das áreas residenciais mais atingidas, era possível escutar pessoas soterradas sob os escombros, pedindo socorro e perguntando quando seriam resgatadas, segundo relato da agência de notícias Kyodo.
O governo alertou que pode ocorrer um pequeno vazamento de radiação num reator nuclear cujo sistema de refrigeração foi danificado pelo terremoto. O primeiro-ministro Naoto Kan ordenou que os moradores sejam retirados de um raio em torno de dez quilômetros da usina. Inicialmente, cerca de 3.000 pessoas que estavam a uma distância de três quilômetros da usina foram retiradas.
Salientando a grave preocupação com a situação da usina nuclear de Fukushima, cerca de 240 quilômetros ao norte de Tóquio, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que a força aérea dos EUA entregou substâncias refrigerantes para evitar um aumento na temperatura das cápsulas de combustível nuclear da usina.
A pressão que está se formando na usina deve ser liberada em breve, o que pode causar vazamento de radiação, segundo as autoridades.
Pelo menos 45 países --inclusive China e EUA-- já ofereceram ajuda ao Japão nas tarefas de busca e resgate de vítimas.