
Minas 247 - O procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado
federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a 22 anos de prisão pelos crimes de
peculato e lavagem de dinheiro no caso do chamado mensalão tucano. Janot
sugere ainda a aplicação de multa no valor de R$ 451 mil.
O procurador enviou hoje as alegações finais do processo ao STF - o
prazo final para que o caso não prescrevesse era o próximo dia 17. No
documento, de 84 páginas, ele reforça a denúncia apresentada em 2007
pelo então procurador Antonio Fernando Barros e Silva.
De acordo com a denúncia, o ex-governador de Minas Gerais e
ex-presidente nacional do PSDB se associou ao grupo do empresário Marcos
Valério para um esquema de desvio de verbas e arrecadação de recursos
para bancar sua campanha à reeleição ao governo mineiro, em 2008.
Para o ex-procurador, Azeredo "foi um dos principais mentores de toda
a gama de ilicitudes praticada". Diz trecho da denúncia: "Eduardo
Azeredo era governador do Estado de Minas Gerais e foi o principal
beneficiário do esquema implementado. Embora negue ter participado dos
fatos, as provas colhidas, como se verá ao longo da denúncia, desmentem
sua versão defensiva".