
O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Petrolina, Odacy Amorim (PT), provavelmente não tenha ficado supreso com a decisão do PP em retirar o apoio a seu nome para seguir com o socialista Fernando Filho, escolhido pelo cacique maior do PSB, governador Eduardo Campos, para ser o representante da Frente Popular na disputa. Isso não impediu, no entanto, o petista de tecer duras declarações contra aqueles que considera ”protagonistas” da “manobra” que enfraqueceram seu palanque.
O recado foi direto para o pré-candidato do PSB, Fernando Filho, e também para seu pai, ministro Fernando Bezerra Coelho. Este último, apesar de Odacy manisfestar seu respeito, foi tratado pejorativamente pelo prefeiturável como “trator”, numa alusão de que teria persuadido o PP para apoiar o socialista.
Odacy não escondeu o “incômodo” causado pela migração do PP, mas garantiu que o presidente da legenda, deputado Eduardo da Fonte, segurou o quanto pôde o apoio ao PT. “Essa posição foi bastante incômoda, fizemos a opção de buscar o apoio do PP e tivemos a garantia do deputado Eduardo da fonte, sabíamos que ele (Eduardo) vinha sofrendo uma pressão muito grande, mas me dava garantia do apoio. Acho que até onde ele pôde, ele segurou o partido ao meu lado”, declarou Odacy.
O petista afirmou ainda que lamenta a decisão do PP em apoiar os socialistas, aproveitando para criticar a atitude da legenda de Eduardo Campos. “Lamentamos profundamente (a decisão), porque o candidato Fernando Filho tem em torno de 14 ou 15 partidos e não precisava deste artifício para nos tomar o partido. Formando uma aliança do PT e PP, achávamos que o mínimo que se poderia fazer era respeitar um entendimento dos filiados do PP”, desabafou.
Sobre o adiamento da convenção partidária para o próximo dia 28, Odacy explicou que a decisão surgiu após a chapa PP e PT ser desfeita. “Nós tivemos que adiar a convenção porque a saída do PP criou uma dificuldade para a construção da chapa proporcional. A saída mexeu com esta estrutura e não tínhamos outra opção senão adiar a convenção pensando na chapa proporcional”, afirmou.
Sobre a interferência do governo do estado na política de Petrolina, Odacy disse não ter dúvida que exista uma intenção de desarticular o PT. “Há hoje, uma discussão a nível de Pernambuco e uma intenção clara de tentar desarticular o partido dos trabalhadores, entendo que o Ministro tem o direito de fazer suas movimentações, agora daí partir com estas pressões já é outra coisa, eu vinha sendo informado desde o ano passado das pressões que o PP vinha sofrendo para me tirar o apoio, a estratégia que estão usando em Recife é a mesma que estão querendo fazer aqui ” , informou.